Depois de uma exaustiva pesquisa metacognitiva qualitativa, com abordagem ontológica sob e sobre a filosofia da informação, embora o contrário também seja aproximado por construtos teóricos dos mais diversos autores, ou não, consegui finalmente reunir os títulos mais criativos da CI nacional publicada nos periódicos tupiniquins. Tão criativos que exigem que o leitor também seja criativo, além de imaginativo e abstrato para poder entender o que esses títulos propõem – se é que propõem alguma coisa.
Há títulos para todos os gostos e desgostos. Tem título que parece título de livro infantil, outro de almanaque dos bichos, outro de filme de sessão da tarde. Tem título que parece ser de livro de folclore, tem título que parece ser título de alguma revolução anti-open source.Tem até título que mais parece subtítulo.
Primeiro eu verifiquei o sumário de todos os números das revistas da CI brazuca disponíveis na web. Ficou de fora apenas a Revista Digital da Unicamp por ser novinha ainda, embora já apresente títulos que podem figurar aqui nesta lista em breve.
As revistas analisadas foram Ciência da Informação, Encontros-Bibli, Informação e Sociedade, DatagramaZero, Perspectivas em CI e Transinformação.
A DatagramaZero leva o prêmio de revista com os piores títulos de artigos (aliás, o próprio nome da revista já merece menção honrosa).
Alguns autores levam o prêmio pelo conjunto da obra. São eles Isa Freire, Aldo Barreto e Luís Carlos Paternostro. Foram os que conseguiram mais títulos indicados, inclusive conseguiram emplacar na lista dos 10+ piores.
Apesar disso, o prêmio máximo, o primeiríssimo lugar, o ápice da mente criativa desviante da normose informacional, não ficou com nenhum deles.
Houve empate técnico na primeira colocação entre os seguintes artigos:
e
A saga de Toín, o internauta revolucionário,
por Raimundo Nonato Uchoa Araujo
Seria uma tarefa difícil, e sem dúvida apresentaria um resultado injusto, ficar apenas com um. O título da Marilda Lara conseguiu reunir um ser mítico, um animal rústico e um dos animais mais feios da ecologia para falar de análise e linguagem documentária. Enquanto que o segundo título coloca a saga de Toín, ou toinho, quem é esse toinho? é um artigo científico ou é um conto de ficção infantil para crianças? Enfim. É difícil escolher um só.
A lista dos 10+ piores continuou com uma disputa acirrada, com mais um empate na décima posição.
Na sequência aparecem:
3 – Mnemotécnica e tecnovidade,
por Luiz Carlos B. Paternostro
4 – Mitos e lendas da informação: o texto, o hipertexto e o conhecimento
por Aldo de Albuquerque Barreto
5 – Escondendo o Código Aberto, ou O Esoterismo Esclarecido,
por Luiz Carlos Brito Paternostro
6 – O desviante secreto: um exercício conceitual,
por Isa Maria Freire
8 – Os Destinos da Ciência da Informação: entre o cristal e a chama
por Aldo de A. Barreto
10 – A explosão do filósofo e a obsessão de informação,
por Luiz Carlos Brito Paternostro
Abaixo, a lista de todos os selecionados.
Socioterminologia: mais que um método de pesquisa, uma disciplina
por Enilde Leite de Jesus Faulstich
O olhar da consciência possível sobre o campo científico
por Isa Maria Freire
A epistemologia da complexidade e a ciência da informação
por Marivalde Moacir Francelin
COGNIÇÃO SITUADA: fundamentos e relações com a Ciência da Informação
por Ludmila Salomão Venâncio; Mônica Erichsen Nassif Borges
Contaminação Fúngica do Acervo da Biblioteca de Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz: Ações Desenvolvidas para sua Solução
por Maria Élide Bortoletto; Rejane Ramos Machado; Eliana Coutinho
O círculo vicioso que prende os periódicos nacionais
por Suzana P. M. Muller
O Interagir Humano-Computacional: mapeando relações heterodisciplinares
por Luiz Ernesto Merkle
A teoria do conceito revisitada em conexão com ontologias e metadados no contexto das bibliotecas tradicionais e digitais
por Lídia Alvarenga
Ciberspaço, auto-organização e parâmetros de ordem: a ontogenia
por Walter Clayton de Oliveira e Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti
A Informação e Suas Profissões: A Sobrevivência ao Alcance de Todos
por Othon Jambeiro e Helena Pereira da Silva
As palavras voam, a escrita permanece: a aventura do hipertexto
por Aldo de Albuquerque Barreto
A representação metafórica nos caminhos do conhecimento em tempos de
comunicação globalizada
por Evelyn Goyannes Dill Orrico e Carmen Irene Correia de Oliveira
As tecnoutopias do saber: redes interligando o conhecimento
por Aldo de Albuquerque Barreto
Inovação, Informação e Conhecimentos: a importância de distinguir o
modo da moda
por Helena M. M. Lastres e José Eduardo Cassiolato
Referir: ref. ‘referir’
por Luiz Carlos Brito Paternostro
Os paradoxos da patente
por Joana Coeli Ribeiro Garcia
A imagem e a subtração do olhar informativo e estético
por Rosa Inês de Novais Cordeiro
A dinâmica criativa do conhecimento: palavra, imagem e espaços virtuais
por Walter Clayton de Oliveira
Festschrift em homenagem aos 50 anos da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
por Lígia Alvarenga
A utopia planetária de Pierre Lévy: uma leitura hipertextual da inteligência coletiva,
por Isa Maria Freire
A ABORDAGEM DE INTERCÂMBIOS INFORMACIONAIS SOB TRÊS PERSPECTIVAS DE REDE
por José Ricardo da Silveira
O conhecimento e a construção do novo cosmos social
por Vivaldo Luiz Conti
Informação; consciência possível; campo. Um exercício com construtos teóricos,
por Isa Maria Freire
As bibliotecas na Web e vice-versa
por Marcello Peixoto Bax
Paradigma biotecnocientífica – limites e possibilidades: os impactos sociais e as fronteiras éticas
por Telma A. Oliceira Cardoso, Francelina Helena A. Lima e Silva e Marli B. M. de Albuquerque
A normose informacional,
por Pierre Weil
As tecnoutopias do saber: redes interligando o conhecimento,
por Aldo de Albuquerque Barreto
Santificando a Internet
por Carla List
O burburinho do ciberespaço: aspectos retóricos nos discursos dos internautas
por Maria Beatriz Almeida Sathler Bretas
A HORA E A VEZ DA INFORMAÇÃO? UM INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NA PÓS-MODERNIDADE,
por Edna Gomes Pinheiro, Cláudia Alencar Albuquerque, Márcia Fernandes Sampaio
O Palimpsesto de Aristarco: considerações sobre plágio, originalidade e informação na musicologia histórica brasileira,
por André Guerra Cotta

2 years ago
O engraçado é que o “toín” (na verdade um diminutivo pra tonho e Antônio mesmo) não é um artigo e sim uma poesia (!?!)
e o que eu acho mais engraçado é quando a galera começa a criar palavras ou a usar termos complexos pra fazer o título ficar mais “complicado”…o que seria por exemplo “Mnemotécnica e tecnovidade”, ou uma “Socioterminologia”, “normose informacional”, “ontogenia”, “epistemologia da complexidade “, “heterodisciplinares” e o melhor , o “Palimpsesto de Aristarco”?
2 years ago
Caraca mané…me sujei de rir…o pior é q eu adoro estes títulos esdrúxulos e o meu único artigo publicado na vida, tem um título +/- assim: o despertar da consciência adormecida dos …. Mas levo um desconto, pq eu tava no quarto período da facu.
Roberto… palimpsesto não é nome complexo. é só a designação de um pergaminho reciclado.
Lucas Conrado
4 months ago
Li a postagem com uma certa surpresa. O Luiz Carlos Brito Paternostro é meu professor de Sistemas da Informação na faculdade…
Laís
3 months ago
Que antiético. post de mau gosto..