Uma estruturas de informação é formada pelas inscrições ou conjunto de expressões, que a escrita fixou em uma determinada base de suporte; uma agregação que compõem um todo simbolicamente significante e a sua interrelação com este todo. Um texto.
Já uma escritura é denunciada pelo seu “grammé”, que é o traço de uma escrita com a intenção em se aproximar da oralidade pelas suas possibilidades de apresentar na mesma base uma explanação visual, gestual, figural, musical, verbal. Um documento digital.
A escritura é de alguma forma, externa à linguagem, pois agrega outros sentidos ao entendimento e não se prende unicamente a visão linear, boletinesca , de uma escrita de enunciação continua e estática.
Cada vez mais se lê diretamente na tela do PC. O interesse na leitura digital é imediato, são os seus links, a sedução da viagem; a escritura com sua aproximação da oralidade é um novo paradigma de leitura. “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.” (F.Pessoa)
Daí que, escrever para a web exige cada vez mais poder de síntese e praticidade e uma apresentação com visualização amigável que elimine o estresse cognitivo.
Para o escritor Normann Kestenbaum, que escreveu o livro “Obrigado pela informação que você não me deu” (Editora Elsevier), ao economizar palavras, um profissional ganha leitores. A maioria das pessoas se estende mais do que deveria ao expor idéias. E falta tempo para leitura de tudo isso. Não é mais você que pede uma hora para falar. Agora é o seu interlocutor que concede só alguns minutos.
O problema das pessoas prolixas é que elas perpetuam uma cultura “escolar”. O velho vício de organização das idéias por Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, como se fosse uma redação.
O ápice da mensagem não está mais no seu desenrolar. Pelo contrário, a conclusão é que tem que vir primeiro. Mas ser conciso é diferente de economizar palavras: é ser eficiente e otimizar o tempo da escrita com o da leitura possível.
Exitem algumas indicações para produzir e apresentar uma escritura digital:
1 Observar a Prevalência do Principal. Nunca deixar que os temas acessórios (pensamentos, coisas, planos,etc) tomem a frente do assunto principal.
2 Introdução e desenvolvimento e conclusão são para redação escolar, na escritura digital a conclusão tem que vir na frente; se não gostar dela o leitor comuta para outro espaço digital.
3 Ao escrever emails, não deixe de indicar claramente o assunto: desta forma, o destinatário ficará melhor orientado; cópias para várias pessoas são mal recebidas. E o texto precisa ser suscinto, direto.
4 A Visualização da Informação pelo leitor é fundamental na web; objetiva a melhor apresentação da escrita e dos gráficos para uma apreciação da informações, procura facilitar o entendimento , bem como explorar a capacidade de percepção do homem em um contexto de leitura mais fácil e agradável.
5 Antes de iniciar uma apresentação na web ou a um grupo, pergunte de quanto tempo dispõe para falar. E respeite esse limite. Pense em quanto tempo seu leitor dispõe para ler o seu documento online.
6 Tenha em mente o que vai dizer num documento em uma reunião ou apresentação. Organize-se com palavras-chave. Tente refletir sobre suas ideias suas antes.
7 O PowerPoint pode ser uma péssima muleta: ficar lendo um texto que está na tela não é sinônimo de objetividade. Passa inoperância e desconhecimento do assunto. E cansa muito a platéia.
8 Não perca tempo contando como você se esforçou, ou quanto lhe custou em esforço, para realizar o seu documento ou projeto. Se ele estiver bom, ficará evidente sem este intróito desinteressante.
9 Numa apresentação, monitore as reações da audiência. Se as pessoas consultarem o relógio ou desviarem o olhar, seja breve e tente acabar mais cedo.
10 Um bom alerta é que o exagero na concisão e o excesso de frases curtas pode gerar, também, explicações telegráficas, o que prejudica a comunicação
Uma boa estrutura para escrever seu documento ou para apresentá-lo seria:
1 ONDE QUEREMOS CHEGAR – O QUE PRETENDE NOSSO PROJETO OU DOCUMENTO. QUAIS AS EVIDÊNCIAS JÁ ENCONTRADAS
2 QUAL SERÀ NOSSO PRODUTO FINAL – UM PRODUTO, UM SERVIÇOM, UM PROCESSO, UM MODELO UMA IDEAÇÃO
3 QUAIS OS RECURSOS NECESSÁRIOS – DE QUAL RECURSOS DISPOMOS
4 ONDE ESTAMOS NO MOMENTO E O QUE JÁ FOI FEITO ANTES. EXISTE UM CONHECIMENTO INSTITUIDO SOBRE O ASSUNTO
5 COMO SE EXPLICAM NOSSOS ENUNCIADOS AO FORMAR A NARRATIVA: EXISTE UMA SEQUÊNCIA RACIONAL NO SEU ENCADEIAMENTO
6 QUAIS BARREIRAS IREMOS ENFRENTAR
7 O QUE FAZER: QUAIS AS ALTERNATIVAS E ESTRATÉGIAS QUE DISPOMOS
Aldo Barreto

Publicado em 15|12|2007 por ExtraLibris
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