A informação e seus estoques eletrônicos

Publicado em 17|05|2008 por ExtraLibris

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Nossa contemporaneidade informacional tangencia dois aspectos:  a profusão de informação em formato digital e a condição de  efetiva conectividade com os estoques de informação eletrônica.

Esta atualidade tecnológica, que não tem mais que dez anos,  tem a força e o poder das técnicas associadas a ela e modificaram nossa memória do passado e nossa perspectiva de futuro. Traça a história do homem  interatuando o com a informação mediado pela tecnologia,  que com seu saberes e práticas, determinam as condições de controle e poder. A tecnologia consente uma disponibilidade sem precedentes para  acesso a informação permitindo infinitas opções de saber.

Cabe ao receptor decidir a  alternativa correta ou a melhor opção  para sua necessidade individual , até porque, o que parecia a melhor opção de  antes foi reposicionada por novos contexto em um cenário de trocas  interdisciplinares.

A sociedade da Informação no ciberespaço é um painel de fontes de informações acreditadas mas com opiniões que não buscam o consenso de idéias únicas. Confronta, assim,  o nosso arquivo de conhecimentos prévios, as memórias eletivas que formam, também, nossos imensos estoques de interiorizações passadas.

Por conta disso  a redução da incerteza não parece ser a maior qualidade da informação hoje. Uma estrutura em formato, digital como o hipertexto, tem  sua trajetória vagante e livre para criar incertezas.

Textos entrelaçados e direcionados ao infinito, não respondem pontualmente,  mas apontam uma direção e o fazem sem uma norma ou definição rigorosa. A informação pode, então, ser um percurso de passos magnífico, mas sem destino certo ou com explicação direta. Seria como percorrer de labirintos de narrativas entrelaçadas todas sujeitas a nova interpretação.

Uma outra  qualidade  da informação, a sua novidade, deve ser relativizada considerando as condições atuais dde permanência da novidade. Vivemos em um tempo de constante redirecionamento da informação e adiamento dos significados, o que exige cada vez mais, uma competência crítica do  usuário, pois a imaginação continua sendo uma forte indução ao conhecimento

Aldo Barreto