Nossa contemporaneidade informacional tangencia dois aspectos: a profusão de informação em formato digital e a condição de efetiva conectividade com os estoques de informação eletrônica.
Esta atualidade tecnológica, que não tem mais que dez anos, tem a força e o poder das técnicas associadas a ela e modificaram nossa memória do passado e nossa perspectiva de futuro. Traça a história do homem interatuando o com a informação mediado pela tecnologia, que com seu saberes e práticas, determinam as condições de controle e poder. A tecnologia consente uma disponibilidade sem precedentes para acesso a informação permitindo infinitas opções de saber.
Cabe ao receptor decidir a alternativa correta ou a melhor opção para sua necessidade individual , até porque, o que parecia a melhor opção de antes foi reposicionada por novos contexto em um cenário de trocas interdisciplinares.
A sociedade da Informação no ciberespaço é um painel de fontes de informações acreditadas mas com opiniões que não buscam o consenso de idéias únicas. Confronta, assim, o nosso arquivo de conhecimentos prévios, as memórias eletivas que formam, também, nossos imensos estoques de interiorizações passadas.
Por conta disso a redução da incerteza não parece ser a maior qualidade da informação hoje. Uma estrutura em formato, digital como o hipertexto, tem sua trajetória vagante e livre para criar incertezas.
Textos entrelaçados e direcionados ao infinito, não respondem pontualmente, mas apontam uma direção e o fazem sem uma norma ou definição rigorosa. A informação pode, então, ser um percurso de passos magnífico, mas sem destino certo ou com explicação direta. Seria como percorrer de labirintos de narrativas entrelaçadas todas sujeitas a nova interpretação.
Uma outra qualidade da informação, a sua novidade, deve ser relativizada considerando as condições atuais dde permanência da novidade. Vivemos em um tempo de constante redirecionamento da informação e adiamento dos significados, o que exige cada vez mais, uma competência crítica do usuário, pois a imaginação continua sendo uma forte indução ao conhecimento
Aldo Barreto

Publicado em 17|05|2008 por ExtraLibris
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