Individualidade e socialização

Publicado em 12 . agosto . 2008 por Moreno Barros

0


Um sistema é um conjunto de elementos interligados e interdependentes funcionando para alcançar um fim comum. A interdependência coloca a condição de todos os componentes estarem presentes e operacionais para o funcionamento do sistema.

Já uma rede  é um labirinto sem interior ou exterior. É um conjunto de pontos conectados para realizar uma multiplicidade de coisas comuns. A perda ou saída de um elemento não impede o funcionamento do todo que ficou.

A rede pode ser finita ou infinita  e em ambos os casos, considerando que cada um dos pontos de sua formação pode ser ligado a qualquer outro, o seu próprio processo de conexão é um contínuo processo de correção das conexões. É sempre ilimitada, pois a sua estrutura fica diferente da estrutura que era antes e a cada caminhar podemos  percorrê-la segundo linhas diferentes. A Internet é uma rede.

A web  é um software de visualização para a rede  Internet, para que possamos vê-la com uma qualidade de visualização adequada tanto para seus textos, imagem e  som. A Web não é a Internet, não é sinônimo da Internet é simplesmente uma interface para se ver a Internet.

A interface web facilitou e divulgou  o uso da Internet. Nosso fazer cotidiano  de tarefas em fila e dependentes no espaço e tempo foi fragmentado para um potencial aumentado de práticas a serem realizadas com relativa independência do espaço e tempo.

Em 2004 uma onda de aplicações colaborativas ou de socialidades ocupou a interface web querendo  indicar sua segunda geração voltada para  comunidades. A interface foi balizada de Web 2.0  um termo cunhado por uma  empresa americana. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão da Web, ele em nada se refere a uma atualização nas suas especificações técnicas, mas só a uma mudança na forma de tratar seus usuários.

Especialistas em tecnologia web, como Tim Berners-Lee, o seu  inventor alegam que o termo carece de sentido, pois na  Web 2.0 permanecem todos os componentes tecnológicos criados para a interface original e que o termo seria uma simples  estratégia de marketing.

Como a alegria das empresas, no período inicial da web.  na onda colaborativa  houve uma a afluência de aplicações voltadas para fomentar a formação e a individualidade dentro de comunidades que se reuniam pelas mas simples ou complexas finalidades; desde a troca de fotos pessoais até a pesquisa do código do DNA.

Mas como o individualismo é um sistema de valores onde o indivíduo é um fim em si mesmo  a visão da web 2.0  colaborativa (mas muito individualista) ficou prejudicada  e tenderá a acabar; principalmente o associativismo onde a finalidade orgânica está baseada na exaltação do ego e sua apologia vivencial.  A colaboração voltada para propósitos sociais reais como a pesquisa, meio ambiente, saúde florescerá.

A apropriação da informação em formato digital esta muito envolvida com a emoção. O texto digital envolve uma nova escrita e um novo formato para sua apresentação. Os espaços da informação têm uma arquitetura estudada para sua melhor representação e apreensão do seu significado.  Dentro desta nova arquitetura a inscrição  da informação tem uma nova visualização.

As técnicas de visualização da Informação buscam expor graficamente a informação gerada e inscrita neste  espaço de representação de modo que a sensação visual explore com maior possibilidade  a percepção; a visualização da informação opera a partir das relações espaciais entrelaçadas com a significância da escrita, a imagem e o som. Este é o  espírito da fase 3 da web (ou web 3.0) centrada nas aplicações voltadas para o usuário e sua condição de interpretação da informação. Mas nesta fase 3 haveria uma forte atualização técnica da interface.

Entre estas atualizações técnicas todas já em fase experimental de funcionamento poderíamos indicar:

1.The Big Picture(sm): que oferece condições visuais para pesquisar a web
http://www.public.iastate.edu/~CYBERSTACKS/BigPic.htm

2. O  The Magic Touch(sm): quando a interação com a web se dá por sucessivos toques da coisa desejada http://en.wikipedia.org/wiki/Haptic
http://hapticinteraction.com/
http://www.cmis.brighton.ac.uk/staff/lp22/CS133/haptics.html

3. O The Next WAVe(sm): quando a interação com a web se faz pela fala http://www.public.iastate.edu/~CYBERSTACKS/Wave.htm

Aldo Barreto