Yusef Hassan Montero
Francisco Jesús Martins Fernández
Introdução
Apesar de que o surgimento da Word Wide Web, e seu posterior crescimento exponencial, realizou uma mudança radical em relação à facilidade de difusão e disponibilidade da informação, as limitações e o mau uso por parte dos desenhistas das tecnologias dominantes de publicação web estão dando lugar a situações de impossibilidade de acesso a informação por parte daqueles usuários com deficiência.
Este fenômeno que vem agravar a denominada infoexclusão ou brecha digital, supõe a discriminação de, mesmo que possa parecer o contrário, uma grande parte do total de usuários: segundo (INE; 2002) a porcentagem de cidadãos na Espanha com algum tipo de deficiência se estima em 9%; embora estudiosos levados a uma conclusão sobre a população dos Estados Unidos (US Census; 1997) duplicam esta porcentagem (20%). Estas porcentagens se mantêm entre os usuários da web (9.2%), como se mostra em (GVU; 1998). Não devemos esquecer que os usuários deficientes podem ter motivações adicionais para usar a internet, já que a web pode servir de meio facilitador para tarefas que lhes seriam mais custosas de concluir no mundo real (Henry; 2002). A estes dados há que adicionar que é provável que a porcentagem da população com deficiente aumente ao longo dos próximos anos, devido ao progressivo aumento da longevidade entre a população.
Em contraposição, como demonstram numerosos estudos sobre avaliação de acessibilidade de sítios web (Jackson-Sanborn et al.; 2002) (Sullivan y Matson; 2000), a maioria dos sítios apresentam numerosas barreiras de acessibilidade, porque resulta de imediata necessidade colocadas em práticas com medidas que terminem com esta situação, para que é necessária a participação tanto de usuários, administradores, desenvolvedores, organizações e pesquisadores.
Limitações de acesso
Para definir que é a Acessibilidade, previamente devemos revisar os tipos de limitações que podem impedir o acesso a informação na web.
Os principais tipos de deficiências são:
• Deficientes visuais: entre as que se encontram a cegueira, a visão reduzida e os problemas em visualização de cor.
• Deficientes auditivos: estas deficiências podem ser consideradas menos limitadores no acesso e uso do conteúdo digital, pelo fato de que o canal sonoro é muito menos utilizado em interfaces web que o canal visual. Ainda assim, não podemos esquecer limitações e barreiras derivadas desta deficiência, como é o caso da linguagem.
• Deficiências motoras: são as relacionadas com a capacidade de movimentação do usuário. Estes usuários não costumam ser capazes de interagir com o sistema através de dispositivos de entrada tradicionais, por que utilizam dispositivos alternativos (ex: baseados em voz).
• Deficiências cognitivas e de linguagem: são usuários que apresentam problemas no uso da linguagem, leitura, percepção, memória, saúde mental…
Estas quatro categorias englobam uma grande diversidade de sub-tipos de deficiência, cada uma das quais precisará de atenção específica na hora de desenvolver produtos web. Também não se deve esquecer que estas deficiências no têm por que ser excludentes entre si, pois um mesmo usuário poderia apresentar várias deficiências. Além disso, algumas podem ter caráter transitório ou temporal.
Como indica Vanderheiden (2000), a deficiência não é o único tipo de limitação que dificulta a acessibilidade de conteúdos. Além das limitações próprias do indivíduo, existem outras derivadas de contexto de uso e de dispositivo de acesso empregado (hardware e/ou software). O mais interessante deste fato é o paralelismo existente entre limitações, já que ainda tendo diferente origem supõe barreiras similares no acesso a informação. Por exemplo, dividem o mesmo problema de visualização aqueles usuários com visão reduzida, com aqueles que, sem sofrer deficiência visual, utilizem pequenas telas de projeções ou acessem desde ambientes repletos de fumaças.
Por tanto, podemos deduzir que qualquer produto que seja desenvolvido atendendo a limitações derivadas de deficiências individuais possibilitará e facilitará assim mesmo o acesso por usuários que, sem sofrer estas deficiências, se encontrem em contextos de uso desfavorecidos deste modo de design seria melhor que o representado por usuários com deficiência (Henry; 2002).
Definindo acessibilidade…
Em conseqüência, podemos definir a acessibilidade web como a possibilidade de que um produto ou serviço web possa ser acessado e usado pelo maior número possível de pessoas, independentemente das limitações próprias do indivíduo ou das derivações de contexto de uso.
Na definição, ‘as limitações próprias do indivíduo’ não só englobam aquelas representadas por deficiência, mas também outras como podem ser o idioma, conhecimentos ou experiência.
Além do que, a acessibilidade não só implica na necessidade de facilitar acesso, mas também, a de facilitar o uso. A distinção entre usabilidade – facilidade de uso – e acessibilidade, como indica Henrry (2003) não só é difícil, porém em muitos casos desnecessárias.
Um design será acessível quando seja utilizável para mais pessoas em mais situações ou contextos de uso (Henry; 2002), possibilitando a todos os usuários, de forma eficiente e satisfatória, a realização e execução de tarefas (Nielsen; 2001).
A acessibilidade deve ser entendida como ‘parte de’, e ao mesmo tempo ‘requisito para’, a usabilidade.
Bibliografía
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http://www.gvu.gatech.edu/user_surveys/survey-1998-10/graphs/general/q12.htm
Henry, Shawn Lawton. (2002). Understanding Web Accessibility. En Constructing Accessible Web Sites. Glasshaus: April 2002. ISBN: 1904151000.
Disponible en:
http://www.macromedia.com/macromedia/accessibility/pub/acc_sites_chap01.pdf
Henry, Shawn Lawton (2003). Another –ability: Accessibility Primer for Usability Specialists. UPA (Usability Professionals’ Association) 2003 Conference.
Disponible en:
http://www.upassoc.org/conf2003/call/downloads/01-Another-Ability.pdf
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http://www.ine.es/prensa/np249.doc
Jackson-Sanborn, Emily et al.(2002). Web site accessibility: a study of six genres. En: Library Hi-Tech, Volume 20, nº 3, pp.308-317. Disponible en:
http://www.emeraldinsight.com/0737-8831.htm
Nielsen, Jakob. (2001). Beyond Accessibility: Treating People with Disabilities as People. Alertbox, 11 de Noviembre de 2001. Disponible en:
http://www.useit.com/alertbox/20011111.html
Sullivan, T., Matson, R. (2000). Barriers to Use: Usability and Content Accessibility on the Web’s Most Popular Sites. Proceedings of the Conference of Universal Usability 2000. Disponible en:
http://www.pantos.org/ts/papers/BarriersToUse.pdf
US Census Bureau (1997). Census brief: disabilities affect one-fifth of all Americans. Diciembre de 1997. Disponible en:
www.census.gov/prod/3/97pubs/cenbr975.pdf
Vanderheiden, G. (2000). Fundamental Principles and Priority Setting for Universal Usability. En: Proceedings of Conference on Universal Usability (CUU) 2000, Association for Computing Machinery, pp32-38.
Disponible en:
http://trace.wisc.edu/docs/fundamental_princ_and_priority_acmcuu2000/
Texto original disponível em nosolousabilidad
Tradução de Rodrigo Galvão
