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Os 10+ piores títulos de artigos da CI brasileira

Posted May 29th, 2007 in Artigos e Estudos by ExtraLibris

Depois de uma exaustiva pesquisa metacognitiva qualitativa, com abordagem ontológica sob e sobre a filosofia da informação, embora o contrário também seja aproximado por construtos teóricos dos mais diversos autores, ou não, consegui finalmente reunir os títulos mais criativos da CI nacional publicada nos periódicos tupiniquins. Tão criativos que exigem que o leitor também seja criativo, além de imaginativo e abstrato para poder entender o que esses títulos propõem – se é que propõem alguma coisa.

Há títulos para todos os gostos e desgostos. Tem título que parece título de livro infantil, outro de almanaque dos bichos, outro de filme de sessão da tarde. Tem título que parece ser de livro de folclore, tem título que parece ser título de alguma revolução anti-open source.Tem até título que mais parece subtítulo.

Primeiro eu verifiquei o sumário de todos os números das revistas da CI brazuca disponíveis na web. Ficou de fora apenas a Revista Digital da Unicamp por ser novinha ainda, embora já apresente títulos que podem figurar aqui nesta lista em breve.

As revistas analisadas foram Ciência da Informação, Encontros-Bibli, Informação e Sociedade, DatagramaZero, Perspectivas em CI e Transinformação.

A DatagramaZero leva o prêmio de revista com os piores títulos de artigos (aliás, o próprio nome da revista já merece menção honrosa).

Alguns autores levam o prêmio pelo conjunto da obra. São eles Isa Freire, Aldo Barreto e Luís Carlos Paternostro. Foram os que conseguiram mais títulos indicados, inclusive conseguiram emplacar na lista dos 10+ piores.

Apesar disso, o prêmio máximo, o primeiríssimo lugar, o ápice da mente criativa desviante da normose informacional, não ficou com nenhum deles.

Houve empate técnico na primeira colocação entre os seguintes artigos:

O Unicórnio (o Rinoceronte, o Ornitorrinco … ), a Análise Documentária e a Linguagem Documentária
por Marilda Lopes Ginez de Lara

e

A saga de Toín, o internauta revolucionário,
por Raimundo Nonato Uchoa Araujo

Seria uma tarefa difícil, e sem dúvida apresentaria um resultado injusto, ficar apenas com um. O título da Marilda Lara conseguiu reunir um ser mítico, um animal rústico e um dos animais mais feios da ecologia para falar de análise e linguagem documentária. Enquanto que o segundo título coloca a saga de Toín, ou toinho, quem é esse toinho? é um artigo científico ou é um conto de ficção infantil para crianças? Enfim. É difícil escolher um só.

A lista dos 10+ piores continuou com uma disputa acirrada, com mais um empate na décima posição.

Na sequência aparecem:

3 – Mnemotécnica e tecnovidade,
por Luiz Carlos B. Paternostro

4 – Mitos e lendas da informação: o texto, o hipertexto e o conhecimento
por Aldo de Albuquerque Barreto

5 – Escondendo o Código Aberto, ou O Esoterismo Esclarecido,
por Luiz Carlos Brito Paternostro

6 – O desviante secreto: um exercício conceitual,
por Isa Maria Freire

7 – A Informação Potencializada no Texto Fílmico
por Valéria Cristina Lopes Wilke, Leila Beatriz Ribeiro e Carmen Irene Correia de Oliveira

8 – Os Destinos da Ciência da Informação: entre o cristal e a chama
por Aldo de A. Barreto

9 – AS POSSIBILIDADES PEDAGÓGICAS NO ENSINO DE METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E OS OBJETOS DESTE CAMPO CIENTÍFICO: aproximações Durkheimianas,
por Francisco das Chagas de Souza

10 – A explosão do filósofo e a obsessão de informação,
por Luiz Carlos Brito Paternostro

10 – Cientificamente favelados: uma visão crítica do conhecimento a partir da epistemografia
por Antonio García Gutiérrez
.

Abaixo, a lista de todos os selecionados.

Socioterminologia: mais que um método de pesquisa, uma disciplina
por Enilde Leite de Jesus Faulstich

O olhar da consciência possível sobre o campo científico
por Isa Maria Freire

A epistemologia da complexidade e a ciência da informação
por Marivalde Moacir Francelin

COGNIÇÃO SITUADA: fundamentos e relações com a Ciência da Informação
por Ludmila Salomão Venâncio; Mônica Erichsen Nassif Borges

Contaminação Fúngica do Acervo da Biblioteca de Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz: Ações Desenvolvidas para sua Solução
por Maria Élide Bortoletto; Rejane Ramos Machado; Eliana Coutinho

O círculo vicioso que prende os periódicos nacionais
por Suzana P. M. Muller

O Interagir Humano-Computacional: mapeando relações heterodisciplinares
por Luiz Ernesto Merkle

A teoria do conceito revisitada em conexão com ontologias e metadados no contexto das bibliotecas tradicionais e digitais
por Lídia Alvarenga

Ciberspaço, auto-organização e parâmetros de ordem: a ontogenia
por Walter Clayton de Oliveira e Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti

A Informação e Suas Profissões: A Sobrevivência ao Alcance de Todos
por Othon Jambeiro e Helena Pereira da Silva

As palavras voam, a escrita permanece: a aventura do hipertexto
por Aldo de Albuquerque Barreto

A representação metafórica nos caminhos do conhecimento em tempos de
comunicação globalizada
por Evelyn Goyannes Dill Orrico e Carmen Irene Correia de Oliveira

As tecnoutopias do saber: redes interligando o conhecimento
por Aldo de Albuquerque Barreto

Inovação, Informação e Conhecimentos: a importância de distinguir o
modo da moda
por Helena M. M. Lastres e José Eduardo Cassiolato

Referir: ref. ‘referir’
por Luiz Carlos Brito Paternostro

Os paradoxos da patente
por Joana Coeli Ribeiro Garcia

A imagem e a subtração do olhar informativo e estético
por Rosa Inês de Novais Cordeiro

A dinâmica criativa do conhecimento: palavra, imagem e espaços virtuais
por Walter Clayton de Oliveira

Festschrift em homenagem aos 50 anos da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
por Lígia Alvarenga

A utopia planetária de Pierre Lévy: uma leitura hipertextual da inteligência coletiva,
por Isa Maria Freire

A ABORDAGEM DE INTERCÂMBIOS INFORMACIONAIS SOB TRÊS PERSPECTIVAS DE REDE
por José Ricardo da Silveira

O conhecimento e a construção do novo cosmos social
por Vivaldo Luiz Conti

Informação; consciência possível; campo. Um exercício com construtos teóricos,
por Isa Maria Freire

As bibliotecas na Web e vice-versa
por Marcello Peixoto Bax

Paradigma biotecnocientífica – limites e possibilidades: os impactos sociais e as fronteiras éticas
por Telma A. Oliceira Cardoso, Francelina Helena A. Lima e Silva e Marli B. M. de Albuquerque

A normose informacional,
por Pierre Weil

As tecnoutopias do saber: redes interligando o conhecimento,
por Aldo de Albuquerque Barreto

Santificando a Internet
por Carla List

O burburinho do ciberespaço: aspectos retóricos nos discursos dos internautas
por Maria Beatriz Almeida Sathler Bretas

A HORA E A VEZ DA INFORMAÇÃO? UM INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NA PÓS-MODERNIDADE,
por Edna Gomes Pinheiro, Cláudia Alencar Albuquerque, Márcia Fernandes Sampaio

O Palimpsesto de Aristarco: considerações sobre plágio, originalidade e informação na musicologia histórica brasileira,
por André Guerra Cotta

Gustavo Henn

11 Responses so far.

  1. Alias, aos amiguinhos: Os 10 piores titulos de artigo, estrelando 3 escritos pelo Patter http://tinyurl.com/oearb6

  2. says:

    O engraçado é que o “toín” (na verdade um diminutivo pra tonho e Antônio mesmo) não é um artigo e sim uma poesia (!?!)

    e o que eu acho mais engraçado é quando a galera começa a criar palavras ou a usar termos complexos pra fazer o título ficar mais “complicado”…o que seria por exemplo “Mnemotécnica e tecnovidade”, ou uma “Socioterminologia”, “normose informacional”, “ontogenia”, “epistemologia da complexidade “, “heterodisciplinares” e o melhor , o “Palimpsesto de Aristarco”?

  3. says:

    Caraca mané…me sujei de rir…o pior é q eu adoro estes títulos esdrúxulos e o meu único artigo publicado na vida, tem um título +/- assim: o despertar da consciência adormecida dos …. Mas levo um desconto, pq eu tava no quarto período da facu.
    Roberto… palimpsesto não é nome complexo. é só a designação de um pergaminho reciclado.

  4. Li a postagem com uma certa surpresa. O Luiz Carlos Brito Paternostro é meu professor de Sistemas da Informação na faculdade…

  5. Laís says:

    Que antiético. post de mau gosto..

  6. Mauro says:

    Mais um aluno do Paternostro aqui o/ Hauhahuauha

  7. Estudante 7 sem. de Biblioteconomia CBD/ECA/USP says:

    Mitos, metáforas, histórias infantis e recursos ficcionais diversos também podem funcionar como recurso explicativo para a ciência, se “bitolarmos” demais nas regras corremos o risco de só conseguirmos executar coisas ao invés de criar

  8. Paternostro nos 10+ piores! Eu juro que é verdade! – http://bit.ly/yJ4Eu

  9. Dora says:

    Tava jurando que eu ia encontrar o artigo da J. Smit por aqui, mas nem encontrei… Vá lá:

    “Eu, bibliotecário, RG xxxx e CPF yyyy, trabalho em arquivo ou museu… algum problema?”

    Título que eu sempre achei meio bizarro pra um artigo, apesar de gostar das coisas que ela escreve, bem como também gosto dos artigos da Marilda. :}

    Dica: títulos infelizes são só títulos infelizes.. Não significa (necessariamente) que quem escreve seja mesmo péssimo. E outra: as pessoas mudam ;)

    Também não gosto de palavras que querem ser pomposas e nem de neologismos desnecessários… Sei lá, acho bobo.. Prefiro ir direto ao ponto. No entanto existem termos que (pra mim) são mais conhecidos e que não acho que sejam pomposos, como “socioterminologia” e “epistemologia da complexidade”. Não existem sinônimos “mais simples” pra essas denominações.. Eles são o que são.. Só conferir na literatura :D

  10. Charlene says:

    Gostei!! O post mostra que os “grandes também erram”, mas q morri de rir com alguns títulos, morri, não vou negar… =)

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