Why people pay for information?, Robert M. Colomb
Este artigo investiga as situações onde há incentivos para que as pessoas paguem os custos de um canal para o conteúdo informacional. Conclui que há pelo menos quatro: quando o pagamento é pequeno comparado aos custos do fornecedor e quando há monopólio da informação, que são menos interessantes conforme não trabalharem com informação específica; onde a necessidade de informação é idiossincrática; e onde a qualidade da informação é crítica.
Para escrever este artigo, o Professor Colomb primeiro definiu o que é informação. Não foi uma tarefa fácil. Para essa conceituação, ele partiu da definição de Lamberton, que diz que “informação é inesgotável, intangível e da natureza de bem público. No entanto, existem bens que são intangíveis mas não são informação, segundo esses critérios:
* Uma obra de arte não é informação, desde que seja depreciável(esgotável). Uma cópia é informação, todavia.
* Um discurso não é informação pela mesma razão. A cópia de um cheque não é um cheque. O relato de um discurso é informação.
* Um evento como a cerimônia de abertura de Sydney 2000 não é informação. Ele, também, é esgotável uma vez que há um número finito de assentos no estádio. Uma gravação televisiva do evento é informação, desde que possa ser copiada ou retransmitida.
Além desses fatores, ele ainda destaca mais três:
1 – Informação tende a ter um custo substancial de uso: isso quer dizer que uma vez que o cliente tenha um desejo de informação, ele vai ter gastar um tempo considerável e outros recursos para assimilar isso.
2 – Informação pode ser mais ou menos codificada: diz respeito ao conhecimento da tecnologia e como o consumidor da informação vai poder decodificá-la.
3 – Valor agregado: é aquela informação que traz algo mais para o seu consumidor. Uma simples lista de preços é uma informação de baixo valor agregado. Uma lista de preços com análises econômicas já agrega maior valor.
Esses três fatores estão interligados, especialmente a codificação e o valor agregado. O objetivo de ambos é reduzir os custos do uso da informação.
