0

Requerimentos funcionais para registros bibliográficos no ensino de Catalogação; Kirsten Strunckf

Posted March 16th, 2006 in Artigos e Estudos and tagged by ExtraLibris

SOBRE O USO DE “REQUERIMENTOS FUNCIONAIS PARA REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS” NO ENSINO DE CATALOGAÇÃO

KIRSTEN STRUNCK
Departamento de Estudos de Informação – Escola Royal de Biblioteconomia e Ciência da Informação
Copenhagen, Dinamarca

Tradução de Gustavo Henn

Resumo

The report “Functional Requirements for Bibliographic Records” from the IFLA Study Group on Functional Requirements for Bibliographic Records has been chosen as the theoretical foundation for teaching cataloguing in Denmark. This paper illustrates the way we have implemented the ideas in the report in the teaching of cataloguing at The Royal School of Library and InformationScience. Our experiences with this theoretical foundation are satisfactory, and we intend to go on developing our curriculum on this basis.

Plano de fundo

Na Dinamarca nós temos uma longa tradução em focar no Porquê da catalogação mais do que no como catalogar quando ensinamos esta disciplina. Regras [Normas] e políticas de catalogação variam de biblioteca para biblioteca e de um produto para outro. Então nós [optamos] por dar prioridade ao ensino de fundamentos de catalogação, para fazer os estudantes entenderem as razões básicas por trás da produção das representações dos documentos.

Na Dinamarca, nós temos padrões para catalogação e formatação [comuns aplicados à] bibliografia nacional, as bibliotecas públicas, e [muitas] das bibliotecas de pesquisa. Esses padrões são modificações do AACR2 e MARC. Os estudantes de biblioteconomia dinamarqueses são familiarizados com tais padrões e alguns são treinados [extensivamente] na produção de registros bibliográficos de acordo com esses padrões – primeiramente por intuição.

Caso os estudantes mais tarde venham a catalogar em uma biblioteca ou outro lugar, eles precisarão treinar no trabalho para aprender os padrões de catalogação em detalhes.

Nós usamos o conceitocontrole bibliográfico como um ponto de partida para o ensino da catalogação. Na atualidade, o controle bibliográfico é [normalmente alcançado] através da produção d[e] registros bibliográficos e as similares representações documentais legíveis por computador.

Antes do aparecimento dos “Requerimentos Funcionais para Registros Bibliográficos” [RFRB] nós usávamos:
- Objetos Cutter do catálogo
- Funções do catálogo definidas nos Princípios de Paris como modelo de referência para requerimentos dos dados em registros bibliográficos.

A vantagem do uso da tabela Cutter era que ela expressa requerimentos de:
- A descrição dos documentos
- A colocação e função relacional do catálogo, que pode ser atingido através de cabeçalhos normativos.
- Assunto

A desvantagem do uso de Cutter no anos 90 é:
- Cutter é um terminologia ultrapassada.
- Cutter não reconhece explicitamente a discrepância entre o trabalho e a manifestação.

Os Princípios de Paris explicitamente reconhecem a discrepância entre o trabalho e a manifestação. Por outro lado, eles tem a desvantagem de somente concordar com cabeçalhos para autor e título.

Nós primeiro integramos os RFRB em nosso material básico educacional em 1997 usando a versão [selecionada] atual. Quando o anúncio final surgiu, nós ajustamos o material de acordo com esta versão. Antes de 1997 as versões [selecionadas] eram usadas apenas para cursos especiais.

Entre outras coisas, os seguintes tópicos fazem dos RFRB um [excelente ponto de partida] para o ensino da catalogação:

- O foco está no registro bibliográfico – Cutter e os Princípios de Paris falam de catálogo, e o critério de definição tanto de um catálogo como de um coleção, são bem frágeis comparados à tecnologia de informação atual, que facilita acesso remoto e a possibilidade do intercâmbio de registros.

”Nível básico de funcionalidade” em RFRB está de acordo com todos os tipos de dados do registro bibliográfico:
- descrição
- cabeçalhos para autor e título
- assunto
- local

“RFRB” estão [direcionadas] de acordo com as tarefas pedidas genericamente pelos usuário nos dados registrados:
- para achar
- para identificar
- para selecionar
- para adquirir ou obter
- para distinguir entre o trabalho, a expressão, a manifestação e o item é [em seguida apresentado]
- a metodologia e a terminologia [est]ao atualizadas. Os estudantes encontrarão os mesmos conceitos e terminologia na catalogação assim como em cursos em análises de sistemas.

Apenas para usar um linguajar da moda web – Será?

O Uso do “RFRB” no programa da LIS FOUNDATION (Bacharelado)

Vou agora ilustrar como o ensino básico em catalogação na The Royal School of Library and Information Science na Dinamarca está contruído sobre “RFRB”. As partes componentes do anúncio [são apresentadas em um curso] incluindo os seguintes sub-tópicos:

- registros bibliográficos
- controle bibliográfico
- tarefas executadas pelos usuários
- “Nível Básico de Funcionalidade”
- entidades no modelo conceitual
- relacionamento no modelo conceitual
- tipos de autoria
- controle de autoridades
- níveis de descrição

Quando o estudante vem primeiro pra aula de catalogação, ele tem alguma experiência em pesquisa bibliográfica e outras bases de dados, bem como pesquisa na internet. Nós começamos enfatizando que catalogação é um processo no universo bibliográfico. Nós estudamos os dados bibliográficos em várias instâncias de diferentes tipos de materiais que podem ser objetos para catalogação e entidades imediatas para controle bibliográfico.

Nós definimos esses objetos como sendo sob controle bibliográfico quando eles estão descritos em registros bibliográficos ou por representação documental similar para ser integrado a bases bibliográficas ou outra ferramenta bibliográfica. Nós definimos catalogação como o processo de produção de registros bibliográfico para registro em bases de dados e subsequente recuperação.

Como nós estudamos dados bibliográficos em instâncias de tipos de materiais, nós gastamos algum tempo estudando instâncias de registros bibliográficos e outras representações documentais produzidos usando variados formatos e regras de catalogação. Assim os estudantes começam a sentir a variação:

- Nos tipos de materiais que nós usamos tentando trazer para o controle bibliográficos;
- Nas regras de catalogação, formatos e níveis de descrição;
- Nos tipos de dados nos registros bibliográficos.

Quando este sentimento sobre os materiais e os dados nos registros estão estabelecidos, nós procedemos olhando dentro do uso que está sendo feito desses dados dos registros bibliográficos. Para este propósito as “Tarefas do Usuário (user tasks)” como definidas no “RFRB” são introduzidas:

- para achar
- para identificar
- para selecionar
- para adquirir ou obter

Nós discutimos as situações no processo de recuperação da informação nas quais as tarefas e os tipos de dados são relevantes:

- quando procuramos
- quando expomos
- quando identificamos
- quando avaliamos os resultados da busca
- quando filtramos os resultados não relevantes
- quando reformulamos os critérios de busca.

Outra vez estudamos instâncias de registros bibliográficos para uma discussão mais detalhada de como elas suportam as tarefas dos usuário (user-tasks).

Essa discussão detalhada das tarefas do usuário em relação aos dados nos registros bibliográficos nos leva à introdução do “Nível Básico de Funcionalidade” como parte componente do “RFRB” explicitamente indicando os requerimentos necessários para suportar tais tarefas:

- encontrar todas as manifestações encorpadas
- o trabalho para escolher determinada pessoa ou corporação é responsável
- as várias expressões de um determinado trabalho
- trabalhos em um dado assunto
- trabalhos em determinadas coleções ou séries
- encontrar uma manifestação particular
- quando o nome de uma pessoa ou corporação(instituição) responsável pelo trabalho encorpado na manifestação é sabido.
- quando o título da manifestação é conhecido
- quando o identificador da manifestação é conhecido
- identificar um trabalho
- identificar uma expressão do trabalho
- identificar uma manifestação
- selecionar um trabalho
- selecionar uma expressão
- selecionar uma manifestação
- uma manifestação

A formulação do “Nível básico de funcionalidade” menciona muitas das entidades no modelo conceitual E/R no “RFRB”. A discussão das entidades de assunto recebem cuidado no ensino de classificação e indexação de assuntos. Nós procedemos com uma detalhada apresentação das entidades e relaçãos no modelo E/R.

Os estudantes não acham difícil compreender as entidades em:
- Entidades de Grupo 2: Pessoa, Corporação
- Entidades de Grupo 3: Conceito, objeto, evento, lugar.

Por outro lado, alguns estudantes encontram dificuldades para compreender:
- Entidades de Grupo 1: Trabalho, Expressão, Manifestação e Item.
- Trabalho: um distinto intelectual ou uma criação artística.
- Expressão: a realização intelectual ou artística de um trabalho.
- Manifestação: o corpo físico da expressão de um trabalho.
- Item: um exemplar de uma manifestação.

Alguns estudantes acham desnecessariamente complicado operar com entidades abstratas de um modelo como você não pode estudá-las de per si. Eles acham a definição de entidades acadêmicas e [vazias] .

Nós tentamos abranger essas dificultades de um modo pragmático. Nós explicanos que um dos resultados que nós queremos alcançar na produção de um registro bibliográfico é dizer o que é diferente, o que é anormal no conteúdo de dois ou mais itens. Pusemos isso de um outro jeito: qual é o relacionamento entre os itens que nós estamos catalogando. Para realizar e descrever as relações entre os itens nós precisamos da entidade do resumo como um quadro de referência.

Nós estudamos manifestações contendo:
- a mesma expressão de um trabalho
- expressão de um trabalho

Para fazer o problema mais concreto, um exemplo:

Tendo estudado as entidades como encontradas nos objetos para catalogação, nós estudamos os correpondentes registros bibliográficos para ver como as entidades e relações são descritas nos registros.

Durante este processo, nós inevitavelmente chegamos a um ponto onde questões cruciais foram levantadas:
- quais são as amarras[limites] de um trabalho?
- você pode dizer quando um trabalho mudou tanto que nós estamos tratando de um novo trabalho?

Como professores nós não podemos responder essas questões inambiguamente. Quem pode? Nós tentamos um acordo com elas de um modo pragmático. Para propósitos de catalogação nós podemos concordar com a essência do que Pat Oddyonce escreveu:

“O mundo da catalogação pode viver sem uma definição de um trabalho – nós todos temos um bom sentimento para quando um trabalho é um novo trabalho ou quanto ele é uma manifestação de um já existente… Este sentimento é baseado, em larga extensão, em nossas experiências profissionais que um usuário poderia se beneficiar trazendo junto em uma busca de manifestações de um conjunto particular organizado de palavras, sons ou imagens.”

Além de usar o “Nível Básico de Funcionalidade” para introduzir o modelo conceitual E/R, nós os usamos como um quadro geral para discutir as implicações dos requerimentos:

- encontrar todas as manifestações encorpadas…
- levar à discussão da função de colocação e relação
- quais métodos são avaliáveis para operacionalizar este requerimento
- levar à discussão dos tipos de autoria e controle de autoridade
- encontrar uma manifestação particular…
- levar à discussão dos dados de descrição e
- razões para fazer manifestações pesquisáveis pelo “inherent data”
- Identificar um trabalho/expressão de um trabalho/manifestação
- levar à discussão de dados inambiguos
- individualizando dados
- níveis de descrição

Selecionar um trabalho/ expressão de um trabalho/ manifestação:
- levar a uma discussão das chances do usuário para qualificar a seleção entre os registros recuperados.

Individualizando dados:
- níveis de descrição

Obter uma manifestação:
- levar a uma discussão da publicação dos dados relacionados
- localizando dados
- de dados do sistema para manifestações eletrônicas (Não sei se está correta)

O uso dos “Requerimentos Funcionais para Registros Bibliográficos” no Programa de Mestrado

Em nosso programa de mestrado, “RFRB” é parte do currículo em dois cursos que não são a princío cursos de catalogação:
- análise de sistemas e design de sistemas

No curso, lidando com análise de sistemas e design os estudantes estão ensinando métodos, modelos e ferramentas para análise de sistemas em geral. Em conexão com este curso geral nós temos algumas aulas de cataloção onde os estudantes lêem o “RFRB” abordagem por abordagem. O propósito de ler o material inteiro é:
- mostrar o exemplo concreto de E/R técninas de análise em dados bibliográficos.
- o conhecimento de dados bibliográficos s sua função

Depois da introdução do “RFRB” nós achamos que ele é muito usado em parte ou por completo pelos estudantes para artigos(relatórios) maiores ou menores. Exemplos típicos de papers são:
- para qual extensão é o padrão xx em conformidade com os requerimento no “Nível Básico de Funcionalidade”?
- uma política de catalogação para Biblioteca XX usando o “Mapeando atributos e relacionamentos para as solicitações dos usuários”

No curso de avaliação de sistemas aos estudantes são ensinados métodos, critérios e abordagens para avaliação orientada ao sistema bem como avaliação orientada ao usuário. Junto com este curso geral, nós temos introduzido “Nível Básico de Funcionalidade” como critério especial de avaliação para dados bibliográficos. “Nível Básico de Funcionalidade” pode ser aplicada como critério de avaliação em muitos níveis:

“Nível do sistema
“a funcionalidade do sistema está de acordo com o “Nível Básico de Funcionalidade”?
“Nível das normas e formatos de catalogação
“As regras e os formatos de catalogação estão aptos para operacionalizar os requerimentos do “Nível Básico de Funcionalidade”?
“Nível do registro
“Os dados no regitro bibliográfico são produzidor atentando para uma política de catalogação em um certo nível de descrição em acordo com o “Nível Básico de Funcionalidade”?

Ideais, Regras e Política de Catalogação

A versão dinamarquesa do AACR2 não definiu níveis de catalogação como o original. Isto é posto na introdução, que cada agência bibliográfica deve definir sua própria política de catalogação e nível de catalogação considerando o produto e os usuários do produto. As regras também tem um capítulo sobre critérios para definir níveis de catalogação.

Por esta ser a intenção das regras, que elas devem ser administradas individualmente pelas agências de catalogação, nós tratamos os assuntos:
- política de catalogação
- economia de catalogação
quando ensinamos catalogação.

Com consideração a esses assuntos, os capítulos em:

* “Nível Básico de Funcionalidade” esboça o total dos requerimentos funcionais, enquanto as tabelas mapeando atributos e relações para as tarefas do usuário são ferramentas valiosas para esclarecer o ganho/perda de funcionalidade pela inclusão/exclusão do atributo ou relação, as tabelas podem incrementar seu ganho de funcionalidade de cada atributo ou relação e ajudar em seu próprio julgamento como para seu valor.

Nós não ensinamos “RFRB” nem nenhuma outra parte das regras de catalogação em uma maneira legalística. Nós consideramos ambas como ideais que devem ser aderidos sempre que possível, isto é:
- Quando faz sentido para um determinado produto com um determinado propósito
- Quando os recursos necessários estão disponíveis

Conclusão

Como eu tenho demonstrado esperançosamente, nós temos feito dos “RFRB” nosso ponto teorético inicial para ensinar catalogação. Ele é nosso quadro de referência quando discutimos o fenômeno da catalogação. Nós usamos esses requerimentos como o ideal ou padrão contra os quais medimos as soluções possíveis para os problemas de catalogação. Nós estamos satisfeitos com nossas experiências usando os “RFRB” e pretendemos continuar como nós começamos.

Referências

IFLA Study Group on the Functional Requirements for Bibliographic Records. (1998). Functional Requirements for Bibliographic Records : Final Report. München : Saur. (UBCIM Publications. New Series; vol. 19)

Oddy, Pat. (1996). Future libraries, future catalogues. London : Library Association Publishing Strunck, Kirsten; Lund, Haakon; Thorlund Jepsen, Erik. (1998). Katalogiseringsteori. København : Danmarks Biblioteksskole

Comments are closed.