Por várias vezes, em diferentes lugares do Brasil e do exterior, afirmei que uma revolução qualitativa da leitura brasileira tem de contemplar, necessariamente, questões relacionadas com a existência de uma rede articulada de bibliotecas e pela ampliação pedagógica do trabalho dos bibliotecários.
Neste texto, retomo, reitero e amplifico esse posicionamento mesmo porque os governos continuamente cometem verdadeiros crimes para escamotear as necessidades de trabalho científico, tecnológico e técnico no âmbito da organização e disponibilização de acervos de leitura para as múltiplas comunidades existentes nas regiões brasileiras.
O presente projeto apresentado à matéria AUP 2410 Projeto de Produto V - Transporte tem com objetivo atender às necessidades de uma definida problemática, seja ela na área doméstica ou de trabalho, por intermédio de um transporte movido a força humana.
Para definir-se a problemática, um processo de brainstorming foi aplicado, perguntando-se quais situações do dia-a-dia ofereciam algum tipo de dificuldade ou afim que pudesse ser solucionada com um transporte. A opção escolhida pelos alunos em conjunto com os professores foi a de transporte de livros dentro da biblioteca.
A partir da problemática formulada, começamos a pesquisar em diversas bibliotecas dentro e fora da USP. Conversamos com funcionários e percebemos muitos aspectos parecidos, inclusive sobre o sistema de funcionamento, explanados a seguir:
Em razão dos livros serem uma parte tão importante do conhecimento coletivo do mundo e do patrimônio cultural, Larry Page, co-fundador do Google, propôs pela primeira vez uma década atrás que todos os livros fossem digitalizados, quando ainda éramos principiantes. Na época o projeto foi visto como muito ambicioso e desafiador, o que tornou impossível atrair gente para trabalhar nele. Mas cinco anos depois, em 2004, o Google Books (então chamado de Google Print) nasceu, permitindo aos usuários pesquisar centenas de milhares de livros. Hoje, eles contam com mais de 10 milhões de títulos. No ano seguinte, fomos processados pela Associação de Autores e a Associação de Editores Americanos por causa do projeto.
Having not yet built a coherent corpus of ideas, models or theories or analytic-methodological tools, or a scholarly tradition, information science is still looking for its 'true destination'. This becomes obvious if we look at the published literature: there is no widely accepted 'handbook of information science'; the number of articles asking what' information science' should be is by no means decreasing; the terminological confusions among terms such as 'information', 'library', 'computer', 'science' and 'studies' continue.
Muitos acreditam que a era digital irá acabar com as estantes públicas e extinguir permanentemente a era centenária das bibliotecas. A desconcertante proeza e progresso da tecnologia fez até um bibliotecário prever a queda da instituição. Ele pode estar certo. Porém, se estiver, então a perda será irreparável. Conforme a relevância das bibliotecas entra em questão, elas encaram uma crise existencial em uma época onde elas talvez sejam mais necessárias. Apesar de sua percebida obsolescência em uma era digital, tanto bibliotecas - quanto bibliotecários - são insubstituíveis por várias razões. 33, de fato. Nós as listamos aqui.
Este artigo visa refletir sobre a construção de identidades de marca na indústria da moda a partir das dinâmicas informacionais de seus atores. Propõe um modelo de análise baseado em uma nova metáfora organizacional e na opção por uma abordagem em diferentes níveis daquela dinâmica. Demonstra sua aplicabilidade a partir do exemplo de uma empresa atuante no setor.
Esta declaração dos termos de serviço do Livro é derivada dos princípios da esfera pública, cobertos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração da Independência Americana, a Magna Carta, a regra de Ouro, o Bhagavad Gita, bem como as obras de Virginia Woolf, Friedrich Nietzsche, Booker T. Washington, Emily Dickinson, Karl Marx, Thomas Carlyle, Ralph Waldo Emerson, Thomas Paine, Mary Shelley, John Locke, Jean-Jacques Rousseau, Voltaire, Marquês de Sade, John Milton, Michel de Montaigne, Erasmus, Francis Bacon, Martinho Lutero, Tomás de Aquino, Maimonides, Hypatia, Agostinho, Aristóteles e Platão, entre outros documentos, não exclusivos de outros atos e acordos passados, presentes e futuros. Ao utilizar O Livro, quer pela criação de trabalhos em forma de Livro (escrito) ou para derivação de informação e /ou prazer de outras obras na forma falada (leitura), você não precisa, necessariamente, subscrever aos princípios previsto nestes referidos documentos. Mas eles protegem os seus direitos e sugerem suas responsabilidades.
A Seção de Biblioteca Pública da IFLA produziu algumas recomendações adicionais para complementar o Manifesto da Biblioteca Pública, para que as bibliotecas possam adequar seus serviços ao século XXI utilizando tecnologias modernas que estão disponíveis desde 1994.
Nos campi existe um desafio fundamental ao modus operandi que é a base da Universidade - o modelo de pedagogia. Especificamente, há uma lacuna que se amplia entre o modelo de aprendizagem oferecido por várias grandes universidades e a forma natural como jovens que cresceram no mundo digital aprendem melhor.
As aulas feitas como antigamente, com o professor no pódio em frente a um grande grupo de estudantes, ainda é um acessório da vida universitária em vários campi. É um modelo que é centrado no professor, de mão única, um único tamanho serve a todos e o estudante é isolado no processo de aprendizagem. Por outro lado, os estudantes, que cresceram em um mundo interativo digital, aprendem de maneira diferente. Alfabetizados no Google e na Wikipedia, eles querem questionar e não se basear no professor para um mapeamento detalhado. Eles querem uma conversação animada, não uma aula. Eles querem educação interativa, não uma transmissiva que pode ter sido ótima para a Era Industrial, ou até mesmo para os boomers. Esses estudantes estão fazendo novos demandas das universidades e se elas os ignorarem, elas o farão a seu próprio risco.
O modelo de pedagogia, é claro, é apenas um alvo da crítica dirigida às universidades.
Por que os bibliotecários deveriam se importar com softwares sociais?
Software social é obviamente uma tendência importante, mas por que os bibliotecários deveriam se preocupar com isso? Primeiramente, e mais importante, nossos usuários estão utilizando estas ferramentas. Não importa o tipo de biblioteca em que você trabalha, seus usuários estarão usando algum tipo de software social, [...]
Apesar de práticas de uso de computadores estarem repletas de inovações como leilões online, blogs, wikis, twitter, redes sociais e jogos sociais em rede, poucas, ou nenhuma, novas teorias genuínas tiveram efeito no que corresponde aos grandes periódicos acadêmicos. As pessoas que criam o progresso da computação enxergam esses periódicos como ilegíveis, ultrapassados e irrelevantes. Mesmo com o evolução das práticas tecnológicas, a teoria tecnológica está se tornando cada vez mais conformista e menos relevante. Nós atribuimos isso à suposição errônea de que o rigor na pesquisa é a sua excelência, um mito que se contradiz pelo próprio método científico. O rigor em excesso sustenta as demandas dos comitês de agendamentos, concessões e promoções, mas está secando as fontes de inspiração acadêmica. A Parte 1 deste artigo é uma crônica dos inevitáveis limites daquilo que pode apenas ser chamado de um sistema acadêmico feudal de compartilhamento de conhecimento, permeado por tendências como a exclusividade, a lentidão, o reducionismo, o conservadorismo, o incesto e a inacessibilidade. Nós prevemos uma ruptura social nas publicações acadêmicas na medida em elas saem de uma forma feudal para uma democrática, do modelo de conhecimento administrado por poucos, para o conhecimento administrado por muitos. O gatilho tecnológico são os avanços sócio-técnicos. A motivação é que apenas a forma de compartilhamento democrático do conhecimento é capaz de sustentar o aumento, a velocidade e a flexibilidade que a pesquisa moderna interdisciplinar necessita. A parte 2 sugere o tipo de modelo sócio-técnico necessário para trazer essa transformação à tona.
A idéia de uma Terra esférica provavelmente cresceu independentemente em muitas culturas, mas o que nós sabemos é que os influentes gregos filósofos como Platão e Aristóteles quem estabeleceram essa idéia no pensamento ocidental. Com a força da lógica convincente de Aristóteles, os gregos aceitaram a esfericidade da Terra como um fato, mas eles não tinham resposta para a próxima pergunta: qual é o tamanho dessa esfera? A primeira medição conhecida da Terra não aconteceu antes que, no terceiro século antes de Cristo, um bibliotecário chamado Eratóstenes teve uma inspiração.
O sistema de publicação científica que existe em nosso campo no tempo atual virtualmente força os acadêmicos a tornarem-se prostitutas: vendem-se por dinheiro (e uma boa vida). Ao contrário das prostitutas que vendem seus corpos por dinheiro (Edlund e Korn, 2002), os acadêmicos vendem sua alma para se conformar à vontade de outros, os editores, a fim ganhar uma vantagem, a publicação.
Este estudo centra-se nas dinâmicas informacionais envolvidas nos esforços de construção de identidades de marcas fortes, em particular os realizados por empresas atuantes na economia criativa, proposição de meados da década de 1990 e vista aqui como uma das estratégias contemporâneas de reestruturação do capital. Tais identidades de marcas são aqui assumidas como fontes privilegiadas de vantagens competitivas sustentáveis na contemporaneidade, a expressarem idéiasforças dispersas na sociedade. Para tanto, os coletivos criativos responsáveis por tais dinâmicas consubstanciam-se em centrais de criatividade e valem-se de redes sociocriativas originadas das interações comunicacionais empreendidas entre seus grupos de trabalho internos e os atores e grupos sociais externos a elas. Considerase a informação como fenômeno sociocultural e em sua dimensão performativa, deslocando-se, assim, a ênfase das questões processuais e técnicas relacionadas com o tratamento documental para a dimensão das relações humanas, o intercâmbio de informações e o agir comunicativo. Neste sentido, vale-se da abordagem poliepistêmica da Ciência da Informação, associando-se suas dimensões meta-informacional, infra-estrutural e semântico-discursiva com estudos de cultura organizacional, redes sociais e filosofia da linguagem (pragmática). Apresenta-se, para tanto, uma pesquisa empírica realizada em uma empresa da indústria da moda (Osklen), complementada por entrevistas com duas outras empresas da economia criativa. Faz-se uma primeira aproximação entre aquela e o instrumental teórico-metodológico sugerido.
Tecnologias web e a dinâmica das redes sociais online são capazes de reverter a máxima do “publicar ou perecer” tradicional, no sensu strictu de que não seria mais obrigatoriamente necessário tornar público idéias em periódicos qualis para ser considerado autoritativo dentro de uma determinada comunidade científico-profissional. Neste ensaio advoga-se novas metodologias de validação qualitativa do conhecimento, ao mesmo tempo em que evita-se comparações equivocadas entre a publicação independente e a publicação tradicional acadêmica. Por fim, critica-se algumas dinâmicas de consolidação da autoridade.
As dinâmicas colaborativas da web têm provocado diversas mudanças no modo de produção e organização social. A Internet assume a posição de esfera pública interconectada, onde usuários e produtores de informação passam a se auto-organizar, dividir papéis e atuar de forma coletiva na produção de conhecimento, além de definir e controlar suas próprias regras e valores em ambientes específicos. As mídias sociais ajudam a intensificar as relações entre indivíduos, e a sistematizar a produção e a disseminação de conhecimento. Neste contexto, os governos são desafiados a modernizar suas estruturas, promover a participação social e a gestão centrada nos cidadãos. Este trabalho propõe uma análise crítica deste cenário, apontando perspectivas, possibilidades e limitações da atuação do governo brasileiro nesta área.
Esta pesquisa parte da problemática da emergência para promover o entendimento da dinâmica dos blogs como ferramentas de comunicação e compartilhamento dentro da esfera temática da Ciência da Informação. Apresenta os preceitos teóricos da blogosfera e caracteriza a tipologia dos blogs analisados, observando as limitações ou distinções entre os diferentes atores que compõem a esfera temática em Ciência da Informação - acadêmicos, profissionais e discentes.
Apresenta os resultados de pesquisa realizada para construir um protótipo de uma rede virtual de comunicação da informação sobre Boas Práticas Agropecuárias – Bovinos de Corte, no âmbito da Embrapa Gado de Corte. O trabalho está fundamentado na proposição de uma responsabilidade social para a Ciência da Informação. Mediante a utilização dos conceitos de ciberespaço, inteligência coletiva, regime de informação e comunicação da informação em redes de aprendizagem, desenha-se uma rede conceitual a partir da qual se constrói o protótipo de uma rede virtual de comunicação da informação. A partir do uso de procedimentos e instrumentos voltados para a área de ciência da informação, analisa subsídios que identificam os atores que serão os componentes da rede, os módulos integrantes do protótipo e a plataforma tecnológica indicada para a sua construção. Sugere a adoção da pesquisa-ação para etapas futuras de implantação da rede virtual de comunicação da informação entre os usuários das Boas Práticas Agropecuárias – Bovinos de Corte.
Em 1967, no auge do regime militar onde a liberdade de expressao de pensamento e de comunicação estavam usurpadas, alguns "heróis" discentes do curso de biblioteconomia e documentação fizeram 0 seu primeiro encontro para talvez discutir a atual conjuntura, ou para definir metas. O tema deste primeiro encontro foi 0 ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA, ORGANIZAÇÃO E ATUALIZACAO DOS CURSOS, 1967 (currículos, recursos audiovisuais, formação de professores) muito embora saibamos que os encontros de estudantes na época eram estritamente proibidos e deveriam ter disfarces para a sua realização, possivelmente isso explica 0 tema ser um tanto quanto disperso. De lá até hoje, esse evento ganhou força e destaque em nível nacional de modo que é referência para todas os que estão se formando, quanto aos que estão adentrando na vida acadêmica. Sabemos que se nossa formação profissional for depender somente da sala de aula e da experiencia por ela mesma, haverá muito a desejar, porque só esses fatores não trazem muitas contribuições. Há a necessidade de troca, disseminação e integração com novas formas e meios de execuçã do nosso trabalho enquanto profissionais da informação. E isso se consegue com eventos dessa parte, onde experiências adversas seguem os mesmos objetivos. Esse fator é motivador e principal pilar, a nosso ver, da existencia e continuação dos ENEBDs.
Artigo de A. I. Mikhailov sobre a estrutura em Ciencia da informação no antigo bloco comunista. Texto de 1965, traduzido para o inglês e publicado sob a coleção Surveys of Communist World Scientific and Technical Literature.
Alexander Ivanovich Mikhailov (Rússia, 6 de dezembro de 1905 – Moscou, 6 de fevereiro de 1988) foi um importante teórico [...]
Estudo das idéias do pesquisador soviético Alexander Ivanovich Mikhailov, realizado por meio da análise de três aspectos relevantes de sua produção teórica: o conceito de informação científica, a constituição da disciplina denominada por ele e colaboradores como Informatika, que corresponde à Ciência da Informação, e o caráter interdisciplinar dessa área, identificando as suas relações com outros campos do conhecimento. Esta análise se insere num panorama mais amplo de infra-estrutura de pesquisa e informação da Informatika / Ciência da Informação, tanto na antiga União Soviética quanto na Rússia, no qual são destacados o Instituto Estatal de Informação Científica e Técnica (VINITI), a prestação de serviços e elaboração de produtos de informação, a formação profissional e eventos técnico-científicos. A pesquisa conclui pelo reconhecimento da significativa contribuição teórica e influência de Mikhailov para a construção e desenvolvimento epistemológico da Ciência da informação.
por Anna Veronica Mautner, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, autora de “Cotidiano nas Entrelinhas”.
amautner@uol.com.br
Publicado originalmente no caderno Equilíbrio, da Folha de São Paulo, em 18 de junho de 2009.
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Já houve tempos em que a biblioteca exerceu a função de espaço para constituição de cidadania. Lá os jovens se encontravam, trocavam ideias [...]
Qual foi o ano mais importante de todos os tempos?
por Andrew Marr
publicado originalmente no More Intelligent Life, The Economist, Summer 2009
http://www.moreintelligentlife.com/story/what-was-most-important-year-ever
tradução livre de Moreno Barros
É apenas uma brincadeira, mas algo maior do que isso também: qual foi o ano mais importante na história da humanidade? A resposta para essa pergunta diz muito sobre quem somos. [...]
por Seth Godin
Eu passei os últimos meses analisando livros didáticos de marketing. Estou assumindo que eles são bastante representativos dos livros didáticos em geral, e já que este é um assunto que me interessa, me parece uma boa área para focar.
Até onde posso dizer, atribuir um livro didático para sua turma universitária é uma prática [...]
Texto de Joshua-Michéle
Durante meus estudos de chinês clássico, levaria horas de contemplação para realmente chegar à raiz de um poema. Esse era o ponto. Uma meditação proposta pelo poeta, para consideração pelo leitor. Tal como a filosofia, a poesia é uma prática intensiva que requer profundo foco e concentração. Twitter, Friendfeed, Facebook e o conjunto de [...]
January 9, 2010
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