Transporte de livros em bibliotecas – projeto de produto

Posted outubro 22nd, 2009 in Especial by ExtraLibris

Univesidade de São Paulo

AIMEÊ DA SILVA FERREIRA
ANDRÉ NOBORU SIRAIAMA
DEBORA MIDORI SUGURI MOTOKI

Trabalho apresentado ao Professor Doutor João Bezerra de Menezes e à Professora Doutora Denise Dantas da disciplina AUP 2410 – Projeto de Produto 5 – Transporte da turma 2 do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.


Definição da Proposta

O presente projeto apresentado à matéria AUP 2410 Projeto de Produto V – Transporte tem com objetivo atender às necessidades de uma definida problemática, seja ela na área doméstica ou de trabalho, por intermédio de um transporte movido a força humana.

Para definir-se a problemática, um processo de brainstorming foi aplicado, perguntando-se quais situações do dia-a-dia ofereciam algum tipo de dificuldade ou afim que pudesse ser solucionada com um transporte. A opção escolhida pelos alunos em conjunto com os professores foi a de transporte de livros dentro da biblioteca.

A partir da problemática formulada, começamos a pesquisar em diversas bibliotecas dentro e fora da USP. Conversamos com funcionários e percebemos muitos aspectos parecidos, inclusive sobre o sistema de funcionamento, explanados a seguir:

Atualmente, no processo de devolução dos livros aos seus respectivos lugares, o funcionário deve colocá-los no carrinho e, quando sente que o acúmulo é suficiente, transportá-los até as estantes. O acúmulo é feito em um carrinho estacionário junto à recepção, para os livros emprestados que são devolvidos pelos alunos. Já no caso dos livros em consulta, o funcionário passa em certos momentos propícios para recolhê-los de uma vez em todas as mesas. Neste último processo, vimos em nossa pesquisa certas preferências: como a de não esperar-se por um alto volume de livros a serem recolhidos (para não haver grande acúmulo de livros, já que esse pode dificultar a procura por títulos e sobrecarregar muito um único funcionário); o uso praticamente nulo da última prateleira do carrinho (por ser muito baixa e prejudicar a coluna de quem a utiliza); e a pré-organização dos livros por seus códigos, para facilitar o passo seguinte.

Após isso, o funcionário deve distribuir os livros em mais carrinhos estacionados; estes, parados ao lado de cada estante da biblioteca, funcionam como um ponto de espera dos livros. Ao final do dia, cada funcionário responsável por uma seção tira os livros desse carrinho estacionado e os coloca em seus devidos lugares.
Além das questões ergonômicas mal resolvidas, o que chamou nossa atenção nessa problemática foi o número de passos necessários para concluir a tarefa. Pretendíamos diminuir este número.

Sendo assim, nosso projeto se estende ao próprio sistema da biblioteca, pois, com o sistema atual, a melhora que conseguiríamos fazer seria tão somente ergonômica, não englobando outros aspectos do uso, e nem atendendo à premissa de projetarmos algo novo.

Vimos que o modo como o código é colocado não é eficiente pelos seguintes motivos: ele é complicado, pois determina as seções por meio de muitos números (o que pode causar certa confusão – principalmente aos usuários, que não são familiarizados a eles como os funcionários). Ele é extenso, pois cada grupo de números remete a algum tema ou subtema do livro; e isso acaba fazendo com que o código seja escrito numa fonte pequena, uma vez que deve caber no espaço da lombada.

Pensamos em formas de tornar a assimilação mais imediata. Tendo isso em mente, pensamos que a solução mais fácil e eficiente seria a de juntar cores aos códigos.

A classificação mais utilizada atualmente é o Decimal Universal (CDU), baseado no conceito de que “… todo o conhecimento pode ser dividido em dez classes principais, e estas podem ser infinitamente divididas numa hierarquia decimal. (…) As principais divisões da CDU são:
· 0 – Generalidades. Informação. Organização.
· 1 – Filosofia. Psicologia.
· 2 – Religião. Teologia.
· 3 – Ciências Sociais. Economia. Direito. Política. Assistência Social. Educação.
· 4 – Classe vaga.
· 5 – Matemática e Ciências Naturais.
· 6 – Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.
· 7 – Arte. Belas Artes. Recreação. Diversões. Desportos.
· 8 – Linguagem. Lingüística. Literatura.
· 9 – Geografia. Biografia. História.

Os documentos são classificados de acordo com o assunto principal que determina a cota que lhes é colocada na lombada e são arrumados na estante com o número de classe atribuído. (…) Se tomarmos uma classe principal, por exemplo, 6 – Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia., podemos ver como se subdivide:
· 61 – Ciências médicas.
· 62 – Engenharia. Tecnologia em Geral.
· 63 – Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia.
· 64 – Ciência Doméstica. Economia Doméstica.
· 65 – Organização e Administração da Indústria, do Comércio e dos Transportes.
· 66 – Tecnologia Química. Indústrias Químicas.
· 67 – Indústrias e Ofícios Diversos.
· 68 – Indústrias, Artes e Ofícios de Artigos Acabados.
· 69 – Construção Civil. Materiais de Construção. Prática e Processos de Construção.

A subclasse 62 – Engenharia. Subdivide-se por sua vez em:
· 620 – Engenharia em Geral. Testes dos Materiais. Energia.
· 621 – Engenharia Mecânica.
· 622 – Engenharia de Minas.
· 623 – Engenharia Naval e Militar.
· 624 – Engenharia Civil e Estruturas em Geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção de Túneis e de Pontes. Superestruturas.
624 – Engenharia Civil divide-se em áreas diferentes que podem por sua vez ser divididas novamente em áreas ainda mais especializadas:
· 624.01 – Estruturas e Elementos Estruturais Segundo o Material e o Processo de Construção.
o 624.011 – Estruturas e Materiais de Origem Orgânica.
o 624.012 – Estruturas de Alvenaria.
624.012.45 – Estruturas de Betão Armado.
· 624.1 – Infra-estruturas das construções. Fundações. Construção de Túneis.
· 624.2/8 – Construção de Pontes, etc.

E assim infinitamente…” (retirado de http://www.bib.ualg.pt/bibliotecas/cdu.htm)

Sendo assim, separamos a biblioteca em 10 cores diferentes, cada uma referente a uma seção diferente. Dessa forma, a assimilação é muito mais imediata. Juntamente a isso, seria necessária uma forte comunicação visual, ou seja, sinalização em cada prateleira sobre quais cores, ou seja, seções, ali se encontram.

Dependendo do tamanho da biblioteca – aqui nesse projeto pensamos principalmente nas de médio porte – a sinalização se faria necessária em diferentes formas, podendo haver placas fixadas ao teto para indicar melhor os assuntos e etc. Não entramos muito nesse mérito uma vez que devíamos nos dedicar ao projeto do transporte.

Além das cores, projetamos a etiqueta fixada no livro de forma diferente da utilizada atualmente. Achamos que essa é muito pequena, e que, portanto, dificulta muito a leitura do código. Assim, aumentamos a área da etiqueta (sua altura é de 7 centímetros).

Testamos isso em alguns livros e percebemos que em alguns, o nome da editora e/ou o nome do autor e/ou o título do livros ficaram comprometidos. Pensando nisso, uma parte da etiqueta adentraria à capa em 3 centímetros; nessa parte estariam escritos o título, o autor e a editora. Dessa forma, não comprometemos nenhuma informação contida na parte exterior do livro.

Leia o projeto da íntegra – download pdf 13MB

Alguns croquis e imagens do projeto:

Análise da construção de identidades de marcas a partir de suas dinâmicas informacionais

Posted outubro 18th, 2009 in Especial by ExtraLibris

artigo de Vladimir Sibylla Pires1

THE ANALYSIS OF BRAND IDENTITIES DEVELOPMENT FROM AN INFORMATIONAL DYNAMIC PERSPECTIVE2

1 Museólogo (UNIRIO), com especializações em Sociologia Urbana (UERJ) e Marketing (UCAM), MBKM em Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial (CRIE/COPPE/UFRJ) e mestrado em Ciência da Informação (UFF/IBICT). e-mail: vladimir@osklen.com.br.

2 Este artigo é baseado na dissertação “Estratégias empresariais, dinâmicas informacionais e identidade de marca na economia criativa”, defendida em abril de 2009 sob orientação da professora-doutora Sarita Albagli no âmbito do PPGCI do convênio UFF/IBICT.

RESUMO
Este artigo visa refletir sobre a construção de identidades de marca na indústria da moda a partir das dinâmicas informacionais de seus atores. Propõe um modelo de análise baseado em uma nova metáfora organizacional e na opção por uma abordagem em diferentes níveis daquela dinâmica. Demonstra sua aplicabilidade a partir do exemplo de uma empresa atuante no setor.

Palavras-chave: Indústria da moda, centrais de criatividade, dinâmicas informacionais.

ABSTRACT
This article aims to reflect on the development of brand identities in the fashion industry from the point of view of its actors’ informational dynamics. It proposes a model of analysis based on a new organizational metaphor and on a multi levels approach of that dynamic. It also demonstrates its applicability using the example of an acting company of that sector.

Key-words: Fashion industry, creativity centrals, informational dynamics.

INTRODUÇÃO
Este artigo visa refletir sobre a construção de identidades de marca na indústria da moda sob a ótica da dinâmica informacional de seus atores. Propõe, assim, um modelo de análise baseado na emergência de uma nova metáfora organizacional (centrais de criatividade) e em uma abordagem em diferentes níveis (poliepistêmica) desse processo. A pesquisa que o embasou partiu de uma estreita relação entre a economia criativa e as identidades de marcas na contemporaneidade.

Desse pressuposto, derivamos outros dois: (a) as centrais de criatividade emergem para lidar com as transformações que vêm ocorrendo no ambiente empresarial; (b) a compreensão do fenômeno informacional nesses ambientes não pode se restringir à sua dimensão física (documental), devendo abordar também suas dimensões relacional e performativa. Veremos, a seguir, os principais aspectos do modelo sugerido e, mais adiante, sua aplicabilidade a partir de uma representante da indústria da moda.

O QUE SÃO CENTRAIS DE CRIATIVIDADE?
As empresas que constroem suas identidades de marcas a partir de idéias-força demandam, a nosso ver, uma conformação própria à qual demos o nome de central de criatividade, em alusão às centrais de cálculo de Bruno Latour (2000). O cerne de uma central de cálculo é o fato de a ciência ser feita por ciclos de acumulação e pela conformação de redes. As condições que possibilitam esse ciclo constituem um movimento sempar em prol da atuação à distância de um ponto – transformado em centro – sobre outros pontos (a periferia). Porém, mais importante do que compreender o que se acumula nesses centros é compreender como atuar à distância sobre eventos, lugares e pessoas pouco conhecidos. Assim, a questão passa a ser: como trazê-los para casa se estão distantes? Inventando meios que: (a) os tornem móveis para serem trazidos; (b) os mantenham estáveis para que não se distorçam, decomponham ou deteriorem; e (c) sejam combináveis de tal modo que, qualquer que seja sua matéria, possam ser acumulados, agregados ou embaralhados. Os meios que possibilitam isso são expedições, coleções, sondas, observatórios, pesquisas, etc. Na verdade, os cientistas “transitam pelo interior de uma rede [onde] aperfeiçoam a circulação de traçados de todo tipo, e a capacidade de se combinarem” (LATOUR, 2000, p. 377). A construção, a ampliação e a manutenção dessas redes tornam possível a ação à distância fazendo, nesses centros, certas coisas que lhes permitem dominar espacial e cronologicamente a periferia.

Entendemos que essas noções também se aplicam ao fazer de base artística: as centrais de criatividade emergem focadas na importância assumida pela captação de idéias-força dispersas na sociedade e transformadas em identidades de marcas. Tais centrais lidam com conteúdos dispersos em redes sociais oriundas das interações estabelecidas entre suas equipes e a sociedade. Interações mediadas pela linguagem, mais do que por recursos tecnológicos; redes sociocriativas, mais do que sociotécnicas. E é isto que dá sustentação aos esforços de captação e 3 Vale frisar que é necessário também compreender o movimento de volta, do centro para a periferia, se quisermos seguir os cientistas até o fim. interpretação dessas idéias-força, bem como de outras fontes de inspiração, informação e conhecimento.


O QUE É A ABORDAGEM POLIEPISTÊMICA DO FENÔMENO INFORMACIONAL?

Em tais centrais de criatividade impera uma noção relacional do fenômeno informacional. As dinâmicas desse fenômeno são conformadas pela cultura organizacional e pelas estratégias empresariais, e extrapolam os limites de áreas e departamentos para se valerem das referidas redes sociais, onde se retro-alimentam.

Compreender isso é considerar que: (a) informação é processo; (b) ações de informação (WERSIG; WINDEL, 1985; GONZÁLEZ DE GÓMEZ, 2000) articulam, em contextos concretos, a linguagem, os sistemas sociais de inscrição de significação e os sujeitos que a geram/ usam (GONZALEZ DE GÓMEZ, 2000); e (c) conhecimento se constrói em meio a interações comunicacionais e pela mediação da linguagem. Com isso, a ênfase recai sobre as relações humanas, o intercâmbio de informações e o agir comunicativo. Postura mais adequada para uma compreensão da informação enquanto objeto da cultura, no processo gerador das ações de informação. Estas articulam os extratos acima citados (item b) em três dimensões: a infraestrutural refere-se às redes sociais oriundas da interação entre as equipes internas às empresas e os grupos e atores sociais externos a elas. A meta-informacional refere-se às regulamentações, normas e contratos que conformam o ambiente informacional, estabilizando suas práticas. Neste modelo refere-se à cultura organizacional e à memória empresarial. Por fim, a semântico-discursiva associa-se à significação e às definições socioculturais de geração, transmissão, recepção e adesão das informações. Relaciona-se aqui com as interações comunicacionais e as estruturas discursivas dos grupos de trabalho diante das fontes de informação, conhecimento e inspiração: é o território da pragmática. Vejamos como tudo isso contribui para a leitura aqui sugerida tomando como base a grife carioca Osklen.

leia o artígo na íntegra – download pdf


REFERÊNCIAS

BOURDIEU, Pierre. Reprodução cultural e reprodução social. In _____. A economia das trocas simbólicas. 5.ed. São Paulo: Perspectiva, 1999. p.295-336.

GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Metodologia de pesquisa no campo da Ciência da Informação. In DataGramaZero – Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v. 1, n. 6, dez. 2000.

GORZ, André. O imaterial: conhecimento, valor e capital. São Paulo: Annablume, 2005.

LATOUR, Bruno. Centrais de cálculo. In _____. A ciência em ação. São Paulo: UNESP, 2000. p.349-420.

MIGUEZ, Paulo. Repertório de fontes sobre economia criativa. Parte integrante do projeto de pesquisa “Economia criativa – em busca de paradigmas: (re)construções a partir da teoria e da prática” financiado pela FAPESB – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, e executado entre 2006 e 2007 no CULT – Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (UFBA). Universidade Federal do Recôncavo Baiano, 2007. 86p.

SETTON, Maria da Graça Jacintho. A teoria do habitus em Pierre Bourdieu: uma leitura contemporânea. In Revista Brasileira de Educação, n.20, mai./ago. 2002, p.60-70.

WERSIG, G.; WINDEL, G. Information Science needs a theory of “Information Action”. In Social Science Information Studies, v.5, p.11-23, p.1985.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Investigações filosóficas. 2.ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Coleção os pensadores.

O movimento estudantil e a formação de uma liderança nacional em Biblioteconomia

Posted julho 23rd, 2009 in Especial by ExtraLibris

Gustavo Henn digitalizou aquela que talvez seja a monografia mais disputada dos encontros estudantis de Biblioteconomia e uma das poucas que tratam diretamente de ENEBD: a monografia do próprio Júlio rei, escrita por ele mesmo.

O movimento estudantil e a formação de uma liderança nacional em Biblioteconomia:a contribuição dos Encontros Nacionais de Biblioteconomia e Documentação (ENEBDs)

Monografia de graduação de Júlio Farias de Souza, apresentada em 2000, na Universidade Federal da Paraíba. Orientação de Jemina Marques de Oliveira.

Resumo:

Em 1967, no auge do regime militar onde a liberdade de
expressao de pensamento e de comunicac;;ao estavam
usurpadas, alguns “her6is” discentes do curso de
biblioteconomia e documentac;;ao flzeram 0 seu primeiro
encontro para talvez discutir a atual conjuntura, ou para
defmir metas. 0 tema deste primeiro encontro foi 0 ENSINO
DE BIBLIOTECONOMIA, ORGANIZACAo E ATUALIZACAO DOS
CURSOS, 1967 (curriculos, recursos audiovisuais, formac;;ao de
professores) muito em bora saibamos que os encontros de
estudantes na epoca eram estritamente proibidos e deveriam
Ter disfarces para a sua realizac;;ao, possivelmente isso explica 0
tema ser urn tanto quanto disperso. De la ate hoje, esse evento
ganhou forc;;a e destaque em nivel nacional de modo que e
referencia para todas os que estao se formado, quanta os que
estao adentrando na vida academica.
Sabemos que se nossa formac;;ao profissional for depender
somente dos sala de aula e s6 da experiencia por ela mesma,
havera muito a desejar, porque s6 esses fatores nao trazem
muitas contribuic;;6es. Ha a necessidade de troca disseminac;;ao
e integra<;ao com novas form as e meios de execu<;ao do nosso
trabalho enquanto profissionais da informac;;ao. E isso se
consegue com eventos dessa parte, onde experiencia adversa e
consegue os mesmos objetivos.
Esse fator e motivador e principal pilar, a nosso ver, da
existencia e continuaC;;ao dos ENEBD-S.

Em 1967, no auge do regime militar onde a liberdade de expressao de pensamento e de comunicação estavam usurpadas, alguns “heróis” discentes do curso de biblioteconomia e documentação fizeram 0 seu primeiro encontro para talvez discutir a atual conjuntura, ou para definir metas. O tema deste primeiro encontro foi 0 ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA, ORGANIZAÇÃO E ATUALIZACAO DOS CURSOS, 1967 (currículos, recursos audiovisuais, formação de professores) muito embora saibamos que os encontros de estudantes na época eram estritamente proibidos e deveriam ter disfarces para a sua realização, possivelmente isso explica 0 tema ser um tanto quanto disperso. De lá até hoje, esse evento ganhou força e destaque em nível nacional de modo que é referência para todas os que estão se formando, quanto aos que estão adentrando na vida acadêmica. Sabemos que se nossa formação profissional for depender somente da sala de aula e da experiencia por ela mesma, haverá muito a desejar, porque só esses fatores não trazem muitas contribuições. Há a necessidade de troca, disseminação e integração com novas formas e meios de execuçã do nosso trabalho enquanto profissionais da informação. E isso se consegue com eventos dessa parte, onde experiências adversas seguem os mesmos objetivos. Esse fator é motivador e principal pilar, a nosso ver, da existencia e continuação dos ENEBDs.

download da monografia

Vida longa ao Rei!

Organização da informação técnico-científica no mundo comunista

Posted julho 20th, 2009 in Especial by ExtraLibris

cccp

Artigo de A. I. Mikhailov sobre a estrutura em Ciencia da informação no antigo bloco comunista. Texto de 1965, traduzido para o inglês e publicado sob a coleção Surveys of Communist World Scientific and Technical Literature.

Alexander Ivanovich Mikhailov (Rússia, 6 de dezembro de 1905 – Moscou, 6 de fevereiro de 1988) foi um importante teórico ligado a Ciência da informação e principal pesquisador ligado a “vertente” Soviética dessa ciência.

Formou-se em 1932 no instituto Mendeleyev em Moscou e no inicio da década de 50 teve importante participação na criação e desenvolvimento do Vserosiisky Institut Nachnoi I Tekhnichesloy Informatsii, ou VINITI, um dos principais órgãos soviéticos de pesquisa, sendo diretor desse instituto entre 1956 a 1988.

Por duas vezes vice diretor da Federação Internacional de Documentação (FID) (1969-1976 e entre 1981-1988), foi o principal e mais influente teórico russo a tratar da questão da produção e gestão da informação, não só dentro da então URSS mas de parte considerável do extinto bloco soviético. Mesmo depois do fim da URSS, muito de sua teoria ainda era estudada e analisada em países como Cuba e India.

Em seus estudos e publicações, entre as décadas de 50 e 80, aprimorou e desenvolveu a Informatika, um conceito que se desenvolveu dentro do leste europeu no final dos anos 40. A partir desse conceito, o autor estudava as principais caracterísitcas e principios da informação científica e questões ligadas a organização e manutenção desse tipo de informação. Mikhailov analisou também o carater interdisciplinar da Informatika e o impacto das novas tecnologias no profissional ligado ao estudo e pesquisa da informação.

Suas duas principais obras são Fundamentos da Informatika (Osvony Informatiki) publicado em 1968 e Comunicação Científica e Informatika (Nauchnye Kommunikacii i Informatika) publicado em 1976, ambas com a colaboração dos autores Arkadii Chernyi e Rudhzero Gilyarevskyi.

artigo na íntegra para download

via Roberto Lopes