Todos os textos sob »Literacia«

Por que ler os clássicos

April 10, 2009

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Ítalo Calvino A leitura de um clássico deve oferecere-nos alguma surpresa em relação à imagem que dele tínhamos. Por isso, nunca será demais recomendar a leitura direta dos textos originais, evitando o mais possível bibliografia crítica, comentários, interpretações. A escola e a universidade deveriam servir para fazer entender que nenhum livro que fala de outro livro diz mais sobre o livro em questão; mas fazem de tudo para que se acredite no contrário. Existe uma inversão de valores muito difundida segundo a qual a introdução, o instrumental crítico, a bibliografia são usados como cortina de fumaça para esconder aquilo que o texto tem a dizer e que só pode dizer se o deixarmos falar sem intermediários que pretendam saber mais do que ele.

Doze dicas para revisores

July 11, 2007

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Henry L. Roedinger, III Muitas das habilidades críticas necessárias para tornar-se um acadêmico de sucesso não são em geral ensinadas nas escolas de graduação, pelo menos não de modo formal. Uma destas é como revisar artigos acadêmicos. Poucos estudantes oriundos das escolas de graduação têm alguma experiência em revisar artigos e, ao menos para aqueles que continuarão em atividades de pesquisa, a revisão é uma habilidade que se mostrará cada vez mais necessária durante o desenvolvimento de suas carreiras. De fato, ser um bom revisor pode ser de grande ajuda na carreira. Se um jovem acadêmico torna-se um revisor de destaque ele pode vir a ser indicado para editor, daí para editor-associado e daí, talvez, para editor-chefe de um periódico.

O movimento dos grandes livros: um retorno aos clássicos

May 21, 2007

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Patrick S. J. Carmack Por que um movimento de livros? Porque ler é bom para a mente: requer do indivíduo adquirir habilidades intelectuais básicas; a arte da leitura; a arte de falar sobre o que é lido; a arte de pensar sobre o que é lido e discutido. Além disso, a leitura de livros aumenta a oportunidade para a mente ganhar introspecção, discernimento e sabedoria. Ler e discutir sobre o que é lido fornece condições propícias para a aquisição dessas qualidades mentais favoráveis. E por que grandes livros? Porque grandeza significa excelência - os maiores e melhores materiais que a mente humana pode explorar para que obtenha introspecção, discernimento e sabedoria.

Os direitos do leitor

March 10, 2007

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Daniel Pennac O homem constrói casas porque está vivo, mas escreve livros porque se sabe mortal. Ele vive em grupo porque é gregário, mas lê porque se sabe só. Esta leitura é para ele uma companhia que não ocupa o lugar de qualquer outra, mas nenhuma outra companhia saberia substituir. Ela não lhe oferece qualquer explicação definitiva sobre seu destino, mas tece uma trama cerrada de conivência entre a vida e ele. Ínfimas e secretas conivências que falam da paradoxal felicidade de viver, enquanto elas mesmas deixam claro o trágico absurdo da vida. De tal forma que nossas razões para ler são tão estranhas quanto nossas razões para viver. E a ninguém é dado o poder para pedir contas dessa intimidade.

Sobre livros e leitura

March 6, 2007

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Arthur Schopenhauer É por isso que, no que se refere a nossas leituras, a arte de não ler é sumamente importante. Esta arte consiste em nem sequer folhear o que ocupa o grande público, o tempo todo, como panfletos políticos ou literários, romances, poemas, etc., que fazem tanto barulho durante algum tempo, atingindo mesmo várias edições no seu primeiro e último ano de vida: deve-se pensar, ao contrário, que quem escreve para palhaços sempre encontra um grande público e consagre-se o tempo sempre muito reduzido de leitura unicamente às obras dos grandes espíritos de todos os tempos e de todos os países, que se destacam do resto da humanidade e que a voz da fama identifica. Só eles educam e ensinam realmente. Os ruins nunca lemos de menos e os bons nunca relemos demais. Os livros ruins são veneno intelectual: eles estragam o espírito. Para ler o bom uma condição é não ler o ruim: porque a vida é curta e o tempo e a energia escassos.

As bibliotecas e os direitos dos autores

March 5, 2007

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Blanca Calvo As bibliotecas garantem, ainda, o principal direito dos autores: o direito a serem lidos. A única coisa que transforma alguém em escritor é haver outra pessoa a ler o que ela escreva, e nada mais. Ser lido é requisito imprescindível e suficiente. A prova, para mim, é a estante de inéditos da biblioteca de Guadalajara: uma coleção surgida pela demanda de escritores que não viam publicadas suas obras e ainda assim nutriam a necessidade imperiosa de dá-las a conhecer. A biblioteca as imprime em um formato padrão, as encaderna e disponibiliza para empréstimo, e seus autores dão-se por satisfeitos ao vê-las nas estantes, à espera dos leitores que lhes dêem vida. Que perguntem a essas pessoas se as bibliotecas defendem os direitos de autor.

Conectando os pontos: software social e a natureza social das bibliotecas

November 22, 2006

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As bibliotecas sempre conectaram pontos. Nós conectamos as pessoas com informação, nós conectamos idéias às imaginações e nós conectamos indivíduos às comunidades. É por isso que o software social continua sendo um item bastante abordado em programas de conferências entre bibliotecários e nas publicações voltadas para o público dos profissionais das bibliotecas, tanto online como offline. Mesmo com as discussões sobre o movimento da Web 2.0, e a sua cria, Biblioteca 2.0, o software social – a conexão das pessoas entre pessoas utilizando softwares e a Internet - continua a ser um grande fator nas discussões sobre o que é agora e o que vai ser para os bibliotecários na vasta paisagem da informação.

Como ser um lider em seu campo

October 18, 2006

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Uma Guia para Estudantes em Escolas Profissionais Philip E. Agre Departamento de Estudos de Informação Universidade da California, Los Angeles http://polaris.gseis.ucla.edu/pagre/ Versão de 7 de Outubro de 2005 Trduzido com permisão do autor Uma profissão é mais que um emprego – é uma comunidade e uma cultura. As profissões servem à sociedade juntando conhecimento entre os seus membros e criando estímulos para [...]

Open Access para professores

October 4, 2006

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O movimento do open access [acesso aberto] para a literatura acadêmica e de pesquisa emergiu como uma resposta para o enorme e insustentável aumento nos preços dos periódicos e pacotes de periódicos para as bibliotecas acadêmicas. Entretanto, educadores que não são propriamente pesquisadores ou bibliotecários, não têm atuado ativamente no movimento de open access ou os debates que o envolvem. Claramente os editores estão preocupados com o impacto das e-reserves em seus royalties, da mesma maneira como se preocuparam sobre as apostilas fotocopiadas nos anos de 1990. O futuro dos livros didáticos open-access é obscuro, mas merece atenção.

Manifesto da IFLA/UNESCO para Bibliotecas Escolares

March 13, 2006

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A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento. A biblioteca escolar desenvolve nos estudantes competências para a aprendizagem ao longo da vida e desenvolve a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis.

Manifesto da IFLA/UNESCO para Bibliotecas Públicas

March 13, 2006

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Este Manifesto proclama a confiança que a UNESCO deposita na Biblioteca Pública, enquanto força viva para a educação, a cultura e a informação, e como agente essencial para a promoção da paz e do bem-estar espiritual nas mentes dos homens e das mulheres. Assim, a UNESCO encoraja as autoridades nacionais e locais a apoiar activamente e a comprometerem-se no desenvolvimento das bibliotecas públicas.

Teoria e prática da leitura: eis o que falta ao nosso bibliotecário

January 30, 2006

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EZEQUIEL THEODORO DA SILVA Da Faculdade de Educação, UNICAMP. Revisa Palavra-Chave, São Paulo, n.3, p.13-15, 1983. O título deste texto traz em si uma noção que acho fundamental para o homem: a noção de falta. Acredito que o ser humano estabelece objetivos de vida, busca o seu auto-aperfeiçoamento exatamente no momento em que a noção de falta desponta [...]

A biblioteca de cada um

November 29, 2005

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A BIBLIOTECA DE CADA UM Depoimentos da APB n.1, 1982 Em que medida a biblioteca foi significativa para a sua formação? Qual a função que a biblioteca tem para você hoje? A partir destas questões, alguns brasileiros deram o seu depoimento, cada um fazendo uma breve reflexão sobre a sua experiência. [...] Revista Palavra-chave, São Paulo, n.1, p.5-8, [...]

O Movimento dos Grandes Livros

October 10, 2005

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Por que um movimento de livros? Porque ler é bom para a mente: requer do indivíduo adquirir habilidades intelectuais básicas; a arte da leitura; a arte de falar sobre o que é lido; a arte de pensar sobre o que é lido e discutido. Além disso, a leitura de livros aumenta a oportunidade para a mente ganhar introspecção, discernimento e sabedoria. Ler e discutir sobre o que é lido, fornece condições propícias para a aquisição dessas qualidades mentais favoráveis. E por que grandes livros? Porque grandeza significa excelência - os maiores e melhores materiais que a mente humana pode explorar para que obtenha introspecção, discernimento e sabedoria.