ALEX SANDRE LENNINE I. MOTA
Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da informação; especialista em Divulgação científica.
28º ENEBD – UFPA – Belém, julho de 2005: “A popularização do profissional da informação: como fazer a nossa profissão ser conhecida e reconhecida”. Mesa-redonda: “Formação acadêmica em Biblioteconomia e visibilidade social da profissão bibliotecário: duas faces de uma mesma moeda?”
Introdução
Em 1995, o astrofísico norte-americano Carl Sagan escreveu um livro tão apaixonado quanto esclarecedor e instrutivo: O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. A obra se tornou rapidamente um marco na divulgação da ciência ao grande público, um manifesto em defesa do racionalismo científico. O próprio Sagan bem ao início se justifica:
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Divulgar a ciência – tentar tornar os seus métodos e descobertas acessíveis aos que não são cientistas – é o passo que se segue natural e imediatamente. Não explicar a ciência me parece perverso. Quando alguém está apaixonado, quer contar a todo o mundo. Este livro é um testemunho pessoal do meu caso de amor com a ciência, que já dura toda uma vida (p.38-39; grifo do autor).
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A ciência é íntima dos cientistas. Mas para que se desenvolva isto não basta: a ciência precisa ser compreensível e estar próxima dos leigos, da sociedade de um modo geral, não apenas da comunidade científica. As teorias, técnicas e tecnologias oriundas da pesquisa científica afetam direta e indiretamente a vida de todos, e em todos os âmbitos: particular e público, profissional e educacional, político, ético, legal e religioso. Além disso, é com dinheiro público que se viabiliza tais pesquisas. Divulgar a ciência, pois, é igualmente uma satisfação, um dever moral, uma obrigação intelectual, um compromisso político e um ato de educação. No mais, é a única maneira de justificar-se a si mesma perante o público não-iniciado. Conhecer a ciência é conditio sine qua non para seu reconhecimento.
De modo mais geral, esta mesma idéia aplica-se às profissões. E algo dela acha-se já embutido no tema central deste Encontro: “como fazer nossa profissão ser conhecida e reconhecida”; bem como desta mesa-redonda: “formação acadêmica e visibilidade social da profissão”. Mas do modo como as palavras estão aí postas a relação é fraca: ‘reconhecimento’ é sempre uma conseqüência; e para que se conheça algo é preciso ser-lhe apresentado.
O reconhecimento público da Biblioteconomia
Se para que determinada coisa obtenha reconhecimento é preciso que seja, antes, conhecida, a palavra de ordem passa a ser divulgação. Mas de que espécie de divulgação estamos falando quando tratamos de uma área do conhecimento, de uma profissão? De duas coisas, em suma. A divulgação propriamente dita, lato sensu, é a massificação, a popularização, a divulgação ao grande-público, aos leigos. Geralmente tal divulgação é feita em veículos de comunicação de grande abrangência, em simpósios e encontros multidisciplinares, em artigos de introdução. Ao seu lado, está uma divulgação mais estrita, com vistas à formação; mais apropriadamente, educação. Na educação temos meios de divulgação mais restritos, voltados a especialistas em áreas congêneres, a leigos bem-informados, demais autodidatas mais interessados e, evidente, àqueles que se encontram na faixa de transição: leigos em vistas de especialistas, os estudantes.
O reconhecimento do que quer que seja, desta maneira, é uma conseqüência dos modos de conhecimento pelos quais se chega a travar contato com tais coisas, as circunstâncias nas quais as pessoas são apresentadas e passam a manter alguma espécie de relação com elas; e não apenas: deriva também do valor que lhes é atribuído.
Atribui-se valor às mais diversas coisas segundo diferentes critérios. O mais evidente, sem dúvida, é a utilidade. O valor utilitário é a marca das sociedades modernas e se caracteriza pela capacidade de satisfazer necessidades de primeira ordem, sendo um critério estritamente pragmático. Tem-se, como exemplo, os valores econômicos, políticos, legais, técnico-científicos e tecnológicos.
Atribui-se valor, igualmente, pelo bem derivado. Por “bem derivado” podemos entender as implicâncias benéficas de uma dada coisa. Coisas boas não são exatamente o mesmo que coisas úteis, pois pode mesmo dar-se o caso de serem inúteis. Evidente que tudo aquilo que produza bens, inclusive bens intangíveis, imateriais e subjetivos tem valor (e pode-se dizer, deste modo, que tem alguma utilidade), mas estes valores são de outra ordem que os utilitários acima descritos; são valores são abstratos, como é o caso das artes e da filosofia.
Há também valores imperativos, relativos ao dever – dizem respeito à ética. Mas, para os fins desta discussão, basta-nos restringir à primeira ordem de valores, a utilitária, afinal, é este que orienta tanto as profissões como as ciências.
Dado que uma profissão é uma atividade social que visa atender um determinado público em suas necessidades e interesses, é pela capacidade de satisfazer essas demandas que o público lhe atribuirá valor, lhe reconhecerá. Já aqui, pois, a pergunta passa a ser: para quê Biblioteconomia?
Formação acadêmica e visibilidade
As ciências existem para responder perguntas, para satisfazer nossa curiosidade, para esclarecer dúvidas, enfim, numa frase, para resolver problemas. As profissões, por sua vez, entendidas como aquelas atividades remuneradas que não envolvem necessariamente pesquisas teóricas, técnicas ou tecnológicas, embora devam igualmente solucionar problemas, e sejam delimitadas por demandas pontuais de pessoas ou organizações (afinal, também é uma profissão ser cientista, em que área seja) e partam de onde as ciências já tenham estabelecido terreno, têm por objetivo atender estas pessoas ou organizações em determinadas necessidades ou interesses. Uma ciência que não responda adequadamente às perguntas de sua área de investigação tal qual uma profissão que não supra as demandas de seu público não satisfazem; pura e simplesmente, perdem mesmo suas razão de existência. É esta razão de existência para as ciências e profissões (dado que seus reconhecimentos não dependem unicamente de valores subjetivos, relativos ao bem, ou imperativos, relativos à moral, como nas artes e na ética) que podemos chamar função social.
Vejamos: atribuímos valor a uma ciência e a uma profissão por suas capacidades em responder a questões inerentes de sua área de pesquisa e atender às demandas de seu público; além, em igual medida, do conhecimento que o grande público, os leigos, tem a seu respeito, o que estreita os laços que os ligam, os familiariza um com o outro, permite o intercâmbio, o progresso mútuo e, por conseguinte, seu reconhecimento. Os responsáveis por tudo isso são, obviamente, os respectivos especialistas, sejam profissionais, sejam pesquisadores – e divulgadores, professores inclusos. Os especialistas não nasceram como tais: eram, antes, leigos como todos, tendo sido instruídos naquele mundo todo particular e compartimentado.
Bom, as conclusões óbvias deste raciocínio começam já a despontar. Antes, contudo, passemos rapidamente os olhos pelos protagonistas deste processo específico de transição, os estudantes, e o fenômeno social a que costumeiramente chamamos “movimento estudantil”. A idéia alude, como visto, a leigos em vistas de se tornarem especialistas, aqueles uns responsáveis pelo futuro avanço dos conhecimentos de uma área, por sua atuação na sociedade, em todas as esferas, e por sua divulgação. O que, em assim sendo, deveríamos esperar de um “movimento estudantil”?
A fim de nos orientarmos claramente, pensemos nos termos das seguintes perguntas: O que é movimento estudantil?
Assim como as ciências e as profissões, também isto deve ter princípios e objetivos. Pensemos antes, então, a que isto se refere. O que são estudantes?
Isto já vimos: leigos em vistas de se tornarem especialistas, os responsáveis pelo avanço das ciências, pela atuação nas profissões e a divulgação de ambas. Então, por que estudantes?
Por motivos óbvios, os supracitados. Pois estudar é um meio, não um fim.
Chegamos a uma conclusão claramente óbvia e, no entanto, ainda assim muito pouco considerada : estudar não é um fim em si. Logo, o movimento estudantil deve ter a mesma natureza. Assim, visa a alguma coisa. Movimento estudantil, pois, visa a quê?
À guisa de conclusão, mais perguntas
Ninguém imagina ir-se tratar com um médico mal-formado. Ninguém considera ir morar em um edifício projetado por um engenheiro mal-formado. Ninguém se permite consultar com um advogado mal-formado. Ninguém leva em muita consideração teorias de filósofos eminentemente ignorantes. Por que então alguém deveria esperar que bibliotecários pudessem formar-se pela metade?
“O verdadeiro movimento estudantil é estudar”, já referiu alguém. O que se espera de grandes pesquisadores, profissionais e divulgadores é que dominem suas especialidades – ou, noutras palavras, que tenham sido bons estudantes. A função primordial do movimento estudantil deveria ser, a julgar pelas considerações prévias apresentadas, contribuir com uma melhor formação dos estudantes. Evidente que “uma melhor formação” envolve variadas iniciativas e múltiplos fatores: abarca conhecimentos teóricos, domínio de técnicas e familiaridade com tecnologias (epistemologia), senso de responsabilidade (ética), compromisso sócio-político (civilidade), donde vemos que atividades de cunho acadêmico e profissional, teórico e prático, moral e político fazem-se necessárias.
Mas todas essas coisas não são mais que complemento. A Biblioteconomia, como todas as demais profissões (e as ciências, a seu modo) continua a ter princípios e objetivos claros, sua razão de existência, sua função social – ou de outra forma jamais será reconhecida e, não demora, pode deixar de existir.
Curiosa e perigosamente, contudo, esses sintomas já se fazem sentir. De um lado, e isto todos os profissionais e estudiosos da área que lhe dirijam uma atenção mais cuidada notam, o público leigo não sabe o que estuda a Biblioteconomia e em que atua o bibliotecário. Falta-lhe conhecimento, sem o que jamais haverá o devido reconhecimento – o que quer dizer que, de nossa parte, falta divulgação. De outro, nem mesmo os especialistas conseguem clarificar os problemas a se estudar, os métodos a se empregar, o público a que se dirigir, enfim, os pontos mais básicos que se espera de uma área do conhecimento.
Biblioteconomia é uma especialidade. São necessários estudos apropriados para atuar como um seu profissional, isto porque é preciso ser iniciado em seu mundo particular de teorias, técnicas e tecnologias, como com todas as profissões e ciências – são limitadas, compartimentadas e reducionistas, necessariamente. Têm escopo. Portanto, não são panacéias, não dizem respeito a tudo.
Tudo o que diga respeito a tudo, no fundo, não acrescenta nada. Héctor Ricardo Leis, há cinco anos, em A tristeza de ser sociólogo no séc. XXI, escreveu sobre determinados problemas que estaria enfrentando sua própria área de estudos, a Sociologia, e cuja analogia pode hoje nos servir:
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Ela [a diminuição do reconhecimento da Sociologia] não resulta de uma visão de marketing errada, nem dos supostos avanços da burguesia ou retrocessos da universidade pública, nem muito menos da suposta perda de sentido da utopia por parte da juventude. Estes fatores podem contribuir em algum grau, mas eles não são decisivos. A causa principal dessa crise não é externa, mas interna, reside no estancamento e perda da iniciativa da própria sociologia nas últimas décadas. Em outras palavras, a sociologia parece estar em um processo no qual, ao mesmo tempo que aumenta seus defeitos diminui suas virtudes. (…) Não obstante, estamos assistindo a uma “borboletização” da sociologia, já que além de continuar achando que tudo é social, agora não parece considerar necessário fazer suas incursões a outras disciplinas para nutrir-se de elementos enriquecedores (grifo do autor).
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Tenho certeza que este discurso é conhecido dos leitores. A “borboletização” da Biblioteconomia passa pelas mesmas idéias, trocados apenas os termos: ao invés de “tudo é social”, aqui “tudo é informação”; e uma vez que o bibliotecário seja tido – por si, e somente por si – como “o profissional da informação” ele estaria relacionado a… tudo. Entenda-se: nada.
É comum ouvirmos hoje que bibliotecários devem ser educadores, marqueteiros, informáticos, administradores… Esta idéia apresenta, no mínimo, dois problemas graves. O primeiro é que evidencia de pronto que os bibliotecários ou não sabem ou não podem ou não querem ser o que se espera deles que sejam: bibliotecários. O segundo é que se nota que apesar de reconhecer a importância desses conhecimentos para uma melhor atuação, não se vê iniciativas correspondentes de formação nestas áreas – pouco se estuda de pedagogia, marketing, informática, administração… O discurso de apropriação de uma área por outra é relativamente simples, fácil e convidativo. A apropriação mesma é que se revela problemática. Enquanto a Biblioteconomia pretende-se interdisciplinar com discursos, outras áreas simplesmente atravessam seus limites, sem mais avisos.
É o caso, por exemplo, da informática. Apesar da birra recorrente de uma parcela razoável de bibliotecários, “o pessoal de informática”, como o público se lhes refere, está fazendo seu trabalho. O seu, e o dos bibliotecários, a despeito e para desgostos destes. Não há nada de imoral, ao contrário do discurso classista da Biblioteconomia: a sociedade está preocupada com que suas necessidades e interesses sejam atendidos. Se o bibliotecário podia fazer melhor a pergunta então fica sendo: não o fez por quê? Para a sociedade e os cidadãos em geral, importa que se faça, e em se fazendo, que se faça do melhor modo possível, aos custos mais baixos, para o maior público e no menor tempo. Mas vale ressalvar: nestes requisitos, não entra “por quem”.
O reconhecimento devido aos profissionais, aos estudiosos e à área mesma da Biblioteconomia deve-se à boa atuação dos bibliotecários enquanto bibliotecários, não mais, não menos. É evidente que um bibliotecário pleno transita por outras áreas e as conhece mínima e suficientemente; entretanto, todas elas, uma vez que estejamos tratando de Biblioteconomia, são disciplinas auxiliares. Ou será a própria Biblioteconomia que deixará de prestar qualquer auxílio útil à sociedade. É igualmente óbvio que a Biblioteconomia oferece múltiplas frentes de atuação e nichos de estudo e pesquisas; ainda assim, enquanto Biblioteconomia e tendo seus profissionais atuando como bibliotecários.
Especificamente no Brasil vê-se hoje um completo abandono, de fato um esvaziamento mesmo da área de Biblioteconomia. Há, de um lado, o “encanto da informática” – grande parte dos jovens mais interessados vai dedicar-se à computação acreditando realmente estar ali todas as soluções possíveis e todas as questões mais interessantes para as quais se dedicar. Por outro lado, estudiosos e professores, na academia, devotam atenção única e exclusiva a teses obscuras, em campos ininteligíveis, em áreas (e auto-proclamadas ciências) cujos próprios estudantes, para não falar dos leigos, sequer sabem a que dizem respeito, o objeto de estudo, a metodologia de pesquisa, os suportes teóricos… De fato, há na Biblioteconomia brasileira poucas iniciativas tanto de estímulo à educação crítica e reflexiva, para os estudantes, quanto de divulgação, para os leigos. Profissionais e professores parecem estar ocupados – felizes e solicitamente ocupados… – em continuar enclausurados em suas bolhas – enquanto os estudantes aprendem a seguir-lhes os passos…
Alguns exemplos oportunos de divulgação e educação, disponíveis na Internet, por parte de estudantes e profissionais da Biblioteconomia brasileira
— Guia de Biblioteconomia: http://www.sobresites.com/biblioteconomia/portais.htm;
— Blog A informação: http://a-informacao.blogspot.com/;
— Blog Bibliotecários Sem Fronteiras: http://www.biblio.crube.net;
— Diretório de curiosidades http://www.biblioteconomia.objectis.net;
— Projeto BiCi de divulgação: http://www.bici.inf.br/index.php?title=Main_Page;
— Repositório de trabalhos: http://www.bsf.tehospedo.com.br/ojs/index.php;
— Portal Profissional da Informação, Profinfo: http://www.profinfo.ufma.br;
— Tirando a poeira: http://www.tirando.poeira.nom.br/;
— Infohome, OFAJ: http://www.ofaj.com.br/;
Eventualmente, muitas iniciativas aproximadas a estas surgem e desaparecem, a cada nova geração de estudantes e profissionais recém-formados. Neste momento, é certo que há várias sendo pensadas, implementadas ou abandonadas. Tão importante quanto prestigiá-las é participar delas, colaborando com elas. Tanto mais iniciativas quanto possível é sempre algo a se desejar, contudo, tomar parte naquelas já em andamento não apenas pode lhes assegurar a continuidade quanto, sem dúvida, lhes renova os ânimos e contribui paro o crescimento de seus conteúdos e atividades.
Resumo
A palavra ‘reconhecimento’ implica, imediata e necessariamente, conhecimento. Deste modo, a idéia central de qualquer discussão acerca da consideração pública do que quer que seja passa pela divulgação. Reconhecimento depende também de que aquilo que se queira reconhecido tenha valor, ou seja, satisfaça pessoas e grupos sociais em alguma necessidade ou interesse eventual que tenham naquilo. Com a Biblioteconomia não é diferente: é preciso que seja, primeiramente, conhecida – e para isso fazem-se necessárias iniciativas de divulgação ao público leigo bem como de formação entre os estudantes –; em segundo lugar, é preciso que tenha clara sua área de atuação, seu escopo, seu público, os problemas que pretende resolver para que os satisfaça. A formação de especialistas em uma área é feita pela educação, e os especialistas (estudantes formados) são aqueles responsáveis pela divulgação e pelo avanço desta mesma área. O “movimento estudantil”, referindo-se a este público em transição (de leigos a especialistas) deve-se, pois, ater ao que mais importa: a) formação dos estudantes; b) avanço da área em seus conhecimentos, técnicas e tecnologias; c) divulgação ao público leigo. Oportuno é lembrar, ainda, que conhecimento, não sem razão, alude a ter ciência, dominar, entender. Estudantes, enquanto tais, estão em formação. Serão os responsáveis por atender às necessidades e interesses dos que fazem uso de sua área do conhecimento e atuação profissional, pelo seu progresso, bem como por sua divulgação. Reconhecimento, popularização e visibilidade social são conseqüências.
Referências
SAGAN, Carl. O mundo assombrado pelos demônios: a ciência vista como uma vela no escuro. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
LEIS, Héctor Ricardo. A tristeza de ser sociólogo no século XXI. Dados: Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 43, n. 04, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52582000000400005&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 1º dez. 2004.
Notas
(*) Este texto é uma versão revista e ligeiramente modificada de uma palestra proferida à Universidade Federal do Pará, em Belém, julho de 2005, por ocasião do 28º Encontro Nacional de Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Gestão e Ciência da informação, que teve como proposta “o movimento estudantil na formação do bibliotecário e sua importância para o reconhecimento e a visibilidade social da profissão”.

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