por Richard MacManus
tradução livre de Moreno Barros
Eu tenho acompanhado um série de posts fascinante publicada em 3 partes essa semana por Greg Boutin, fundador do Growhroute Ventures. A série tem como objetivo alinhar 3 grandes tendências, todas baseadas em torno de dados estruturados: 1) o ainda nascente conceito de “Web 3.0“, 2) o relativamente novo garoto no pedaço, dados linkados, e 3) a saga de longa data que é a Web Semântica. A série de Greg provavelmente é a melhor explicação que eu li esse ano sobre a maneira como essas três tendências estão convergindo. Nesse post eu vou indicar alguns dos pontos chaves nas idéias de Greg, e acrescentar algumas idéias minhas.
Web 3.0: o que vem depois do 2.0 (!)
A parte 1 da série de Boutin foi sobre como a Web 3.0 não irá resolver o grande problema da abundância de informação, pelo menos não por enquanto, porque ainda falta muito em termos da construção de uma base sólida. Especificamente, existem muitos dados desestruturados atualmente na Web; e irá levar muito tempo selecionando, antes que eles se tornem estruturados.
Ano passado Boutin definiu informalmente a web 3.0 como a “web da abertura. Uma rede que quebra os antigos silos, linka todos-tudo-todos os lugares, e torna o todo potencialmente mais inteligente”.
Existe bastante debate sobre o que a Web 3.0 é e o próprio termo está aberto para ridicularização. No meu ponto de vista, a Web 3.0 é um nome não-original para a próxima evolução da Web. O que é importante anotar entretanto, é que existe uma diferença nos produtos que nós estamos vendo em 2009 comparados àqueles que nós vimos no auge da “Web 2.0″ (2005-08). Se a Web 2.0 se tratava de conteúdo gerado pelo usuário e aplicações sociais como o YouTube e a Wikipédia, então a Web 3.0 se trata de dados abertos e mais estruturados – o que essencialmente torna a Web mais “inteligente”.
Quanto mais inteligente os dados, mais coisas você pode fazer com eles. As tendências atuais que estamos vendo – flitragem de conteúdo, dados em tempo real, personalização – são evidências de que a “Web 3.0″ já está sobre nossas cabeças, mesmo que ainda sem definição precisa. Nós até vimos um grande exemplo da Web 3.0 essa semana, com o lançamento pelo Google das opções de busca e snippets otimizados. Essas inovações acrescentaram buscas em tempo real, dados estruturados e mais para a busca padrão do Google.
Dados linkados: dados estruturados, mas não necessariamente semânticos
Na parte 2 da sua série, Greg Boutin arrebatou os dados linkados. Ele explicou que os “dados linkados oferecem um novo meio de linkar dados estruturados que são mais apropriados para a leitura por máquinas”. Porém, ele disse que os dados linkados “não adicionam sozinhos qualquer significado semântico para a informação, mas conseguem oferecer melhor a informação semântica a partir do momento que você tem acesso à eles. Então, enquanto os dados linkados não são semânticos, a criação de links ao nível dos dados abre o caminho para uma verdadeira Web Semântica”.
Alexander Korth escreveu um post como convidado no ReadWriteWeb que explica melhor os dados linkados. É um conceito que vêm da W3C, que possui um projeto chamado Linking Open Data (LOD).
A imagem no topo ilustra conjuntos de dados participantes em março de 2009. Alguns dos conjuntos de dados comerciais mais conhecidos são o Open Calais da Thomson Reuters, o Freebase e a DBpedia. Como Alexander explicou, os conjuntos de dados são preparados para reutilizar ontologias existentes como a WordNet, FOAF e SKOS e interliga-las.
De acordo com Greh Boutin na parte 3 da sua série, o formato de dados linkados “não cria dados inteligentes, ele apenas permite que eles existam”. Ele sugere que “tecnologias que transformam dados desestruturados em dados estruturados é onde nós precisamos investir e ter como foco dos nossos esforços”. Outro conselho que ele dá é que os empreendedores se dariam bem “considerando a junção dos dados linkados com outras tecnologias”.
Web Semântica: Google exercerá um grande papel
Então aonde que tudo isso deixa a Web Semântica, o grande elefante branco da internet? Boutin citou um post publicado no ReadWriteWeb em outubro de 2008 que questionava aonde estão todas as aplicações de web semântica com base em RDF? E esse é o problema crucial com a Web Semântica. Apesar de Tim Bernes-Lee afirmar que a Web Semântica esteja aberta para o mercado, a realidade é que existem poucas aplicações de fato que utilizam RDF atualmente.
Entrentato, o RDFa, que permite que os publicadores web incluam RDF no HTML, traz alguma esperança. O Google anunciou essa semana que irá oferecer suporte ao RFDa em seus “snippets otimizados”, seguindo o corajoso lançamento do Search Monkey do Yahoo ano passado (que fez coisa parecida).
O Google vai exercer um grande papel em tornar a Web Semântica notável. Nós divulgamos aqui no ReadWriteWeb em janeiro que o Google havia iniciado a exposição de dados semânticos nos resultados de busca. Nós percebemos que o Google parecia estar analisando a estrutura semântica a partir de dados semi ou desestruturados. Um comentarista anônimo no terceiro post de Boutin afirmou que ele havia publicado um achado similar 6 meses antes de nós – ele disse que “o algoritmo do Google está bem mais sofisticado do que simples metodologia estatística e que certamente já estava desenvolvendo knowhow e capacidades técnicas semânticas [em meados de 2008]“.
O Google não é a única grande empresa fazendo isso. Nós já mencionamos o Yahoo, mas a Microsoft pagou mais de $100 milhões para tentar e fazer a mesma coisa no ano passado, quando comprou a Powerset.

Conclusão
A Web 3.0 é um termo amorfo e possivelmente um termo que as pessoas nem mesmo deveriam tentar usar. Ainda assim, está claro para nós que o tempo para os dados estruturados chegou. Nós estamos começando a vê-los na atual onda de conjuntos de dados linkados sendo lançados, e com a ajuda que as grandes empresas, como Google e Yahoo, estão oferecendo aos dados estruturados. Quem sabe, talvez a web semântica esteja quase sobre nossas cabeças.
Publicado originalmente no ReadWriteWeb em 14/05/2009

RT @Biblioteconomia Compreendendo a nova era da Web: Web 3.0, Dados linkados e Web Sem
Compreendendo a nova era da Web: Web 3.0, Dados linkados e Web Sem
Compreendendo a nova era da Web: Web 3.0, Dados linkados e Web Sem
orgulhoso desse menino RT @moreno: Compreendendo a nova era da Web: Web 3.0, Dados linkados e Web Sem
RT @moreno: Compreendendo a nova era da Web: Web 3.0, Dados linkados e Web Sem
Moreno,
sem me aprofundar nos pensamentos, gostei do que vi na web 3.0, estudarei o texto com mais calma e depois dou um depoimento mais conciso.
O que posso fazer neste momento é parabenizá-lo pelas minerações nos textos extrangeiros.
Fala Moreno.
Gostei do post…principalmente da série sobre os dados linkados. Estou estudando Análise Redes Sociais e trabalhando com Redes de Colaboração Científica, acredito que o site irá ajudar em minha dissertação.
Abs