por Sarah Milstein
Traduzido por Moreno Barros
Para muitas pessoas, a palavra “twitter” traz à mente pássaros, em vez de humanos [twitter em inglês representa o som emitido pelo canto acelerado dos pássaros]. Mas os profissionais da informação sabem que o Twitter (www.twitter.com) é um serviço grátis de mensagens entre pessoas que vem crescendo rapidamente e um serviço que as bibliotecas (e bibliotecários) podem fazer bom uso – sem gastar muito tempo ou esforço.
O Twitter permite que as pessoam enviem e recebam mensagens curtas (chamadas tweets) através da web ou através de SMS, utilizando um telefone celular. As mensagens no Twitter são limitadas a um máximo de 140 caracteres, incluindo espaços, e em geral essas mensagens são públicas. Já que cada mensagem possui uma sentença ou duas, um post bem produzido pode representar uma boa transação de informação sem exigir muito tempo para leitura ou escrita. Além disso, em função de o Twitter ter milhões de usuários, é um bom lugar para encontrar e se conectar com pessoas interessadas em sua instituição e suas áreas de expertise.
Para ver automaticamente o que alguém está dizendo, você precisa “segui-las” (follow). Aqueles que recebem seus posts regularmente são os seus “seguidores” (followers). Vocês não precisam se dar permissão para que um enxergue o outro, e você pode ver os tweets sem estar logado no Twitter, mas é preciso estar logado para seguir alguém.
Graças à brevidade das mensagens no twitter, as pessoas normalmente se referem ao meio como “microblog”. Como os blogs comuns, a versão reduzida é útil para trocar diferentes tipos de informação. Apesar de inicialmente os usuários do Twitter compartilharem apenas atualizaçõs pessoais (“estou comendo couve no almoço” ou “assistindo jogo de futebol na nossa nova TV”), está se tornando comum para as pessoas e organizações twittar também sobre informações e idéias profissionais. Sim, as organizações agora começaram a utilizar o Twitter como um meio de comunicação.
Por exemplo, uma biblioteca poderia compartilhar todos os tipos de notícias que os seus usuários desejam. Mensagens curtas podem informar as pessoas sobre eventos, tais como recitais e feiras de livros; novas aquisições; ou mudanças nos horários de funcionamento da biblioteca. Uma mensagem por dia ou por semana pode compartilhar uma dica sobre como encontrar ou acessar informação online ou dentro da biblioteca. Os posts do Twitter podem linkar a novas histórias interessantes sobre literatura ou sobre bibliotecas. Quando apropriado, os posts podem linkar ao próprio website ou blog da biblioteca para informações mais detalhadas.
Bibliotecas utilizando o Twitter
Bibliotecas de todos os tipos já estão usando o Twitter com bons resultados. Bibliotecas públicas como a Ada Library em Boise, Idaho (http://twitter.com/adalib) e a Cleveland Public Library (http://twitter.com/Cleveland_PL) usam o Twitter para anunciar novidades em seus websites – tudo desde exibições, até links para indicações do “seu bibliotecário favorito”, a horários de funcionamento durante feriados. A Missouri River Regional Library (http://twitter.com/mrrl) publica informação sobre eventos jovens e recentemente fez link para uma pesquisa sobre o valor das bibliotecas em tempos de crise econômica. A Glendale Public Library do Arizona (http://twitter.com/GlendaleLibrary) tweeta sobre seus programas.
As bibliotecas universitárias possuem foco um pouco diferente. A biblioteca da University of Illinois–Urbana-Champaign (http://twitter.com/askundergrad), por exemplo, informa aos alunos sobre datas de devolução próximas ao limite (“5 dias restantes para devolver TODOS os itens”), problemas nos serviços (“Acesso ao EBSCO através de wireless está fora do ar. Você ainda pode utilizar o EBSCO através dos computadores de mesa”), e outros tópicos de interesse para sua audiência (“UGL está contratando! Deixem seus currículos no balcão de referência”). A Yale University Science Libraries (http://twitter.com/yalescilib) anuncia treinamentos sobre os recursos da biblioteca, fornece links para arquivos online e dá dicas sobre como mandar um SMS para um dos bibliotecários. North Carolina State University Engineering Library (http://twitter.com/NCSUEngLibrary) linka tanto para posts publicados no blog da universidade como blogs externos.
O Twitter garante às bibliotecas especializadas uma nova oportunidade de compartilhar informação não apenas com seus clientes internos mas também com pessoas fora da instituição que estão interessadas em seus tópicos. A Lunar and Planetary Institute Library (http://twitter.com/LPI_Library), por exemplo, fez menção ao blog Carnival of Space, ao guia do Ano Internacional das Descobertas Astronômicas e a um relatório sobre o encontro da National Science Digital Library (NSDL). A biblioteca da Sun Microsystems (http://twitter.com/libraryresearch) tweeta sobre inclusões à sua coleção. O National Press Club (http://twitter.com/NPCLibrary) faz um belo trabalho anunciando eventos com URLs e algumas observações pessoais (“Lançamento com Paul Krugman http://tinyurl.com/5rqckl”, “3 grandes eventos sobre livros no clube, semana que vem!” e “gostei bastante do lançamento de Billy Joel. Fiquei um pouco surpreso quando ele entrou na minha sala na biblioteca”).
Já que as pessoas normalmente procuram saber que pessoas ou instituições um tweeter está seguindo, as bibliotecas podem adicionar recursos à lista de contas que elas seguem. Jornais locais, fontes nacionais ou internacionais de notícias como a NPR (http://twitter.com/NPR) e a BBC (http://twitter.com/BBC), e fontes de informação profissional (http://twitter.com/LibraryJournal) são todos bons candidatos a seguir. Entretanto, você só é capaz de enxergar 36 contas sendo seguidas, rankeadas de acordo com a data de adesão ao twitter. Bibliotecas que acham que a lista dos twitters que seguem não é útil o suficiente, podem criar uma imagem de fundo de tela que lista recursos no Twitter.
Existem, claro, muitos bibliotecários individuais que estão no Twitter, combinando posts pessoais com profissionais. Na verdade, se você planeja estabelecer a presença da sua instituição no Twitter, você precisa decidir se irá incluir o nome de um empregado sob essa conta. A maioria das bibliotecas no Twitter não faz isso (a biblioteca a Universidade de Illinois nem mesmo preencheu o seu campo de informação pessoal), mas os usuários das bibliotecas gostam de saber quem está por trás das contas do Twitter. O campo “bio” possui 160 caracteres disponíveis, e as bibliotecas deveriam tomar vantagem da oportunidade de explicar sua missão e atrair as pessoas.
Uso efetivo da Twittesfera
A essência do Twitter é conversação. As bibliotecas, entretanto, tendem a utilizá-lo como um mecanismo de difusão. As bibliotecas no Twitter deveriam encorajar os seguidores a interagir com a biblioteca – perguntar questões, compartilhar links, re-tweet posts de outros e responder quando as pessoas enviam mensagens para você (essas mensagens são precedidas pelo sinal @). Para desenvolvimento profissional, procure por coberturas de conferências no Twitter.
Considerando os muitos usos potenciais do Twitter em bibliotecas – sem mencionar a probabilidade de os usuários já estarem utilizam a ferramenta – é um grande meio para abraçar. E com apenas poucas sentenças por dias, a leveza do formato não exige muito tempo para fazer um grande impacto. As contas acima fornecem uma noção de como é o Twitter para bibliotecas (para mais bibliotecas que usam Twitter, dê uma olhada na lista www.libsuccess.org/index.php?title=Twitter).
Tenha em mente que o meio é novo e as bibliotecas apenas começaram a percorrer a superfície do Twitter. Mas como um serviço criado para o compartilhamento de informação, o Twitter carrega uma grande promessa para as bibliotecas de todos os tipos e a criatividade das pessoas irá expandir a utilidade da ferramenta.
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Etiqueta no Twitter para instituições
Antes de você fazer qualquer coisa no Twitter, crie uma conta no Twitter.com (leva apenas alguns minutos) e então gaste uns 5 ou 10 minutos por dia navegando livremente e aprendendo como as pessoas utilizam o serviço. Leve a proposta de seguir pelo menos algumas pessoas e instituições interessantes. (No Twitter você pode obter um feed das mensagens de alguém “seguindo” essa pessoa; diferente de outras redes sociais, não há necessidade de obter permissão delas). Depois de uma semana mais ou menos, você estará familiarizado o suficiente para começar a publicar – particularmente se você seguir as seguintes sugestões:
Complete a configuração da sua conta com o nome da instituição e a URL. Utilize o campo Bio de 160 caracteres para apresentar o nome e o título do empregado ou empregados que publicam naquela conta. Não pense que as pessoas não se importam com quem está por trás da conta.
Encare o Twitter como uma conversação em vez de um meio de difusão. Não simplesmente publique informação sem também responder às pessoas que lhe enviam mensagens pelo sistema. Como você sabe que elas estão falando com você? Eles iniciam a conversa com o símbolo @, seguido do nome da sua conta. Por exemplo: “@Cleveland_PL: Onde posso encontrar um podcast da leitura mais recente da Sarah Vowell?”. As respostas aparecem em uma aba na sua página do Twitter. Apesar de a Twittagem conversacional não ser ainda a norma entre as bibliotecas, é comum para as outras instituições presentes na ferramenta interagirem com seus seguidores. Assim, essa prática é esperada por parte dos muitos usuários do Twitter e é uma excelente maneira de se conectar com os usuários da biblioteca.
Faça pesquisas diárias no Twitter sobre menções à sua instituição, utilizando tanto o
Twitter Search (antigo Summize; http://search.twitter.com) e a função Find People na página inicial do Twitter, que consegue encontrar instituições, bem como indivíduos. Não ignore as conversações que estão acontecendo sobre sua biblioteca ou sua comunidade. O gerenciamento da reputação não é importante apenas no mundo dos negócios.
Siga todas as pessoas que te seguem. Quando alguém te segue, é um sinal de que ela está interessada em conversar com você; quando você as segue de volta, você está sinalizando interesse mútuo e fornecendo uma importante conexão para muitos dos seus constituintes. Um benefício adicional é que as pessoas que seguem umas as outras no Twitter podem enviar “mensagens diretas”, que são mensagens privadas entre duas contas e podem ser boas para atendimento individual ao usuário e outras mensagens que são específicas à um usuário.
Publique aproximadamente uma vez por dia ou até cinco ou seis vezes por dia. Não deixe que a conta fique inutilizada por alguns dias sem alguma explicação e não afogue as pessoas com muitos posts.
Faça de vez em quando perguntas e solicite as respostas. Não esqueça de publicar um post sobre os resultados.
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Sarah Milstein (sarah.milstein@gmail.com; http://twitter.com/sarahm) é co-autora de “Twitter and the Micromessaging Revolution,” um relatório de pesquisa da O’Reilly Media. Seu webcast sobre “Twitter for Business” está disponível O’Reilly TV no YouTube (www.youtube.com/watch?v=lUR2E8l3bi8).
Artigo traduzido com permissão da autora e do editor.
Texto original disponível no seguinte link: http://www.infotoday.com/cilmag/may09/Milstein.shtml
First published by Information Today, Inc. (www.infotoday.com). All rights reserved. Used with permission.

twitter para bibliotecas (e bibliotec
twitter para bibliotecas (e bibliotec
Bibliotecas utilizando Twitter http://extralibris.org/2009/05/twitter-para-bibliotecas-e-bibliotecarios/
[...] { Maio 11, 2009 @ 1:56 am } · { texto para ler } { Tags: Twitter } Twitter para bibliotecas (e bibliotecários) por Sarah Milstein Traduzido por Moreno Barros http://extralibris.org/2009/05/twitter-para-bibliotecas-e-bibliotecarios/ [...]
Além das instituições, os bibliotecários twitteiros podem também se encontrar usando o Twibes.
O Twibes é uma subferramenta do Twitter.
É muito similar ao Orkut e contém as mesmas facilidades do Twitter.
Visite: http://www.twibes.com/Bibliotecarios
Bj.
Bacana sua ideia, li e gostei muito, parabens
[...] Twitter para bibliotecas e bibliotecários [...]
Estou encantada nesses últimos meses, com a descobertas de algumas ferramentas como o twitter. Fico pasma ao saber que as vezes descubro algumas novas tecnologias de modo retardatário, palavra feia, mas… vejo ainda que muitos estudantes de biblio ainda se mantém distanciados de algumas dessa ferramentas discutidas na web 2.0. Alguns alunos e mesmos pessoas que estão fora do meio universitário não tem a prática de acessar os blogs, acessam por vezes sem uma intenção direta,ainda existem outras ferramenta por exemplo, o delicious, sldeshera, RSS…as pessoas ainda limitam muito as páginas que acessam na internet e não se permitem descobrir o universo dessa rede. Observo agora discusões chegando e adentrando as portas sobre a web 3.0 e me pergunto: como acompanhar de forma mais próxima essas mudanças…ao mesmo tempo que me encanta, também me amedronta tudo isso. Recentemente trabalhei em parceria, evidentemente com uma aluna minha prendada na web 2.0 Vânia Lopes, sobre essa temática na disciplina de Fontes Gerais da Informação, e juntas percebemos o estranhamento e resistência de grande parte dos alunos com relação a essas ferramentas aqui discutidas. De uma sala de trinta alunos, dois possuiam twitter, alguns já tinham ouvido a respeito, e o restante nem se quer tinham algum tipo de conhecimento. Outro dia fiz um prática com eles no laboratório de informática, e pela 1ª vez alguns acessaram o sladeshera, blogs da área bibliotecônomica. Percebi que muitos ainda se detinham em sites de relacionamento, quer dizer no site de relacionamento chamado orkut. Apesar de não possuir intimidade na área de Tecnologias da Informação, e não ser uma “nativa”, sei que preciso fazer um migração por vezes dolorosa, na descoberta e decifração dessas novas tendencias de comunicação, compartilhamento, interação e produção proporcionadas pela web 2.0, pelo mundos dos htmls.O que posso fazer é me comprometer a não descansar jamais enquanto não acompanhar todo esse desenvolvimento tecnológico essencial para o crescimento de uma profissão tão rica de possiblidades. Ser bibliotecária me obriga a está a par de tudo isso, acompanhar a informação onde estiver, nem que ela dê voltas no mundo inteiro, meus “pés” não fincarão.Posso em momentos até me perder nessa rede enorme de trocas de conhecimentom mas ei de me achar, ou então me acharão, e então começarei minha caminhada rumo a novas descobertas, ainda que retardatárias.
[...] Considerando os muitos usos potenciais do Twitter em bibliotecas – sem mencionar a probabilidade de os usuários já estarem utilizam a ferramenta – é um grande meio para abraçar. E com apenas poucas sentenças por dias, a leveza do formato não exige muito tempo para fazer um grande impacto. As contas acima fornecem uma noção de como é o Twitter para bibliotecas (para mais bibliotecas que usam Twitter, dê uma olhada na lista http://www.libsuccess.org/index.php?title=Twitter). [...]
Recentemente a REDARTE (Rede de Bibliotecas e Centros de Informação em Arte no Estado do Rio de Janeiro) criou o seu twitter. É uma ferramenta nova para nós bibliotecários que estamos aprendendo a usar e entender como um novo meio de comunicação e interação com o público e outras bibliotecas. Desta maneira a rede poderá expandir, difundir e contribuir cada vez mais os nossos pesquisadores.
Oi Moreno, sei que vc é apenas o tradutor e as ideias contidadas no artigo podem não refletir exatamente o que você pensa… Mas, por que você não me segue no Twitter?
Abs,adorei o texto.