Pesquisa
- 14.mai
- Conectando os pontos: software social e bibliotecas
Geoffrey Harder
As bibliotecas sempre conectaram pontos. Nós conectamos pessoas com informação, conectamos idéias às imaginações e conectamos indivíduos às comunidades. É por isso que o software social continua sendo um item bastante abordado nos programas de conferência em bibliotecas e nas publicações relacionadas a bibliotecas, tanto online como offline. Mesmo com as discussões sobre o movimento da Web 2.0 e sua cria, a Biblioteca 2.0, o software social – a conexão de pessoas a outras pessoas utilizando softwares e Internet – continua a ser um grande fator nas discussões sobre o que são agora e o que virão a ser as bibliotecas e o cenário mais amplo de informação.
- 20.abr
- O povo diz a sua palavra
Paulo Freire
Esta atitude séria e curiosa na procura de compreender as coisas e os fatos caracteriza o ato de estudar. Um texto para ser lido é um texto para ser estudado. Um texto para ser estudado é um texto para ser interpretado. Não podemos interpretar um texto se o lemos sem atenção, sem curiosidade; se desistimos da leitura quando encontramos a primeira dificuldade. Se um texto às vezes é difícil, insiste em compreendê-lo. Estudar exige disciplina. Estudar não é fácil porque estudar é criar e recriar e não repetir o que os outros dizem.
- 15.abr
- Gametecas
Gustavo Henn
Os games se transformaram em uma das indústrias mais lucrativas do mundo, superando, para surpresa de muitos, a de Hollywood e a dos Brinquedos. E não pára de conquistar adeptos. No entanto, apesar disso tudo, o potencial informativo e educativo dos jogos eletrônicos não é devidamente aproveitado. Em parte devido ao preconceito de que é coisa pra criança, o que, como articulado acima, não é mesmo. Os bibliotecários como gestores de unidades de informação, logo, têm a obrigação de despertar para esse material, da mesma forma que já foi feito com os gibis e com os brinquedos. É preciso colocá-los nas bibliotecas, fornecê-los aos usuários de forma democrática. Do mesmo jeito que os livros são caros, os games também são. Este texto propõe como selecionar esse material de acordo com o público e com a instituição, dando, sempre que couber, dicas de títulos de jogos.
- 05.abr
- A importância do ato de ler
Paulo Freire
Creio que muito de nossa insistência, enquanto professoras e professores, em que os estudantes “leiam”, num semestre, um sem-número de capítulos de livros, reside na compreensão errônea que às vezes temos do ato de ler. Em minha andarilhagem pelo mundo, não foram poucas as vezes em que jovens estudantes me falaram de sua luta às voltas com extensas bibliografias a ser muito mais “devoradas” do que realmente lidas ou estudadas. [...] A insistência na quantidade de leituras sem o devido adentramento dos textos a ser compreendidos, e não mecanicamente memorizados, revela uma visão mágica da palavra escrita. Visão que urge ser superada. A mesma, ainda que encarnada desde outro ângulo, que se encontra, por exemplo, em quem escreve, quando identifica a possível qualidade de seu trabalho, ou não, com a quantidade de páginas escritas.
Ensaio
- 04.set
- Ainda contra a obrigatoriedade de repositórios digitais: alguns esclarecimentos.
Ainda contra a obrigatoriedade de repositórios digitais: alguns esclarecimentos.
Alex Sandre Lennine I. Mota
Em recente artigo, critiquei o Projeto de Lei nº 1120/2007 dizendo-o, em suma, limitado, retrógrado, fútil e de alguma suspeita. Procurei elucidar no artigo as razões desta opinião, mas não pareço ter sido claro o bastante, a julgar pelas tréplicas que se seguiram. [...]- 04.jul
- Contra a obrigatoriedade de repositórios digitais
Obrigatoriedade de repositórios digitais na academia: limitação, retrocesso, futilidade e algumas suspeitas. [*]
Alex Sandre Lennine I. Mota
A cultura brasileira baseia-se na autoridade. O ambiente acadêmico, que deveria promover o questionamento ao argumento de autoridade, é quem mais promove sua idolatria. E o ambiente sócio-político, que, justo o contrário, deveria promover o fortalecimento e a defesa [...]
Literacia
- 11.jul
- Doze dicas para revisores
Henry L. Roedinger, III
Muitas das habilidades críticas necessárias para tornar-se um acadêmico de sucesso não são em geral ensinadas nas escolas de graduação, pelo menos não de modo formal. Uma destas é como revisar artigos acadêmicos. Poucos estudantes oriundos das escolas de graduação têm alguma experiência em revisar artigos e, ao menos para aqueles que continuarão em atividades de pesquisa, a revisão é uma habilidade que se mostrará cada vez mais necessária durante o desenvolvimento de suas carreiras. De fato, ser um bom revisor pode ser de grande ajuda na carreira. Se um jovem acadêmico torna-se um revisor de destaque ele pode vir a ser indicado para editor, daí para editor-associado e daí, talvez, para editor-chefe de um periódico.
- 21.mai
- O movimento dos grandes livros: um retorno aos clássicos
Patrick S. J. Carmack
Por que um movimento de livros? Porque ler é bom para a mente: requer do indivíduo adquirir habilidades intelectuais básicas; a arte da leitura; a arte de falar sobre o que é lido; a arte de pensar sobre o que é lido e discutido. Além disso, a leitura de livros aumenta a oportunidade para a mente ganhar introspecção, discernimento e sabedoria. Ler e discutir sobre o que é lido fornece condições propícias para a aquisição dessas qualidades mentais favoráveis. E por que grandes livros? Porque grandeza significa excelência - os maiores e melhores materiais que a mente humana pode explorar para que obtenha introspecção, discernimento e sabedoria.
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Especial
- Lembre-se de compartilhar e brincar direito
Todos nós aprendemos a compartilhar quando crianças; dividir canetinhas, livros e outras possessões. Mas nós aprendemos a compartilhar idéias? Na verdade não. Nossos trabalhos normalmente eram compartilhados apenas com os professores e não com os colegas de turma. Em algumas aulas não era permitido colaborar e compartilhar idéias em projetos individuais. Na academia, sim, existe o diálogo acadêmico, mas também existe competição. Na busca pelo ofício, é bom ser o único expert em certos assuntos; ser indispensável. A primeira vez que eu senti uma cultura apaixonada pelo compartilhamento de informação (e não apenas vangloriando a idéia) foi quando eu me envolvi com a blogosfera.