Todos nós aprendemos a compartilhar quando crianças; dividir canetinhas, livros e outras possessões. Mas nós aprendemos a compartilhar idéias? Na verdade não. Nossos trabalhos normalmente eram compartilhados apenas com os professores e não com os colegas de turma. Em algumas aulas não era permitido colaborar e compartilhar idéias em projetos individuais. Na academia, sim, existe o diálogo acadêmico, mas também existe competição. Na busca pelo ofício, é bom ser o único expert em certos assuntos; ser indispensável. A primeira vez que eu senti uma cultura apaixonada pelo compartilhamento de informação (e não apenas vangloriando a idéia) foi quando eu me envolvi com a blogosfera.
Em qual extensão a transformação do lado tecnológico nas bibliotecas está relacionada com as mudanças na biblioteconomia? Em qual extensão os pesquisadores da geração do milênio vão eliminar a necessidade de um profissional bibliotecário, e em qual extensão eles desejarão servir a si mesmos, acessando a tecnologia da biblioteca diretamente?
Geoffrey Harder
As bibliotecas sempre conectaram pontos. Nós conectamos pessoas com informação, conectamos idéias às imaginações e conectamos indivíduos às comunidades. É por isso que o software social continua sendo um item bastante abordado nos programas de conferência em bibliotecas e nas publicações relacionadas a bibliotecas, tanto online como offline. Mesmo com as discussões sobre o movimento da Web 2.0 e sua cria, a Biblioteca 2.0, o software social – a conexão de pessoas a outras pessoas utilizando softwares e Internet – continua a ser um grande fator nas discussões sobre o que são agora e o que virão a ser as bibliotecas e o cenário mais amplo de informação.
As bibliotecas têm tomado duros golpes nos últimos meses, levantando questões sobre se e como irão sobreviver a uma superfície de informação em constante mudança. O anúncio de uma universidade americana sobre a digitalização da sua biblioteca – descartando os livros – recebeu grande atenção da mídia e foi usado pela imprensa para levar a imagem de uma “biblioteca vazia” a um novo nível. O que o futuro guarda para as bibliotecas?
O reinado da biblioteca como fornecedora de informação está decadente. Por justiça ou não, as bibliotecas atuais estão cada vez mais sendo vistas como ultrapassadas, comparadas com serviços modernos baseados na internet, como Google e Amazon, desejosos por assumir o trono. Mesmo assim, em Talis [fornecedora de produtos e serviços para bibliotecas públicas e acadêmicas no Reino Unido e Irlanda] nós acreditamos que ainda existe muita vida na biblioteca. Entretanto, essa sobrevivência demanda mudanças. Inevitavelmente, com o mundo avançando, a biblioteca precisa evoluir e começar a disponibilizar seus serviços na maneira como os usuários modernos esperam. A Biblioteca 2.0 é o conceito de um serviço de biblioteca bem diferente que opera de acordo com as expectativas dos usuários das bibliotecas de hoje. Nessa visão, a biblioteca torna a informação disponível quando e onde quer que o usuário requisite. Em alguns momentos, essa visão será difícil de ser alcançada. Mas nós achamos que também trará euforia e preenchimento. No final, nós esperamos que seja uma prova de que a biblioteca continua importando.
As bibliotecas sempre conectaram pontos. Nós conectamos as pessoas com informação, nós conectamos idéias às imaginações e nós conectamos indivíduos às comunidades. É por isso que o software social continua sendo um item bastante abordado em programas de conferências entre bibliotecários e nas publicações voltadas para o público dos profissionais das bibliotecas, tanto online como offline. Mesmo com as discussões sobre o movimento da Web 2.0, e a sua cria, Biblioteca 2.0, o software social – a conexão das pessoas entre pessoas utilizando softwares e a Internet - continua a ser um grande fator nas discussões sobre o que é agora e o que vai ser para os bibliotecários na vasta paisagem da informação.
Devido à dinâmica natureza da biblioteconomia resultante do aumento da informação disponível em formato digital, educar bibliotecários digitais tem se tornado uma importante pauta dentro das escolas de biblioteconomia e ciência da informação. Para planejar e oferecer cursos apropriados e ensinar abordagens para treinamento de bibliotecários digitais competentes, os educadores podem se beneficiar do feedback fornecido pelos atuais bibliotecários digitais a fim de determinar acuradamente que habilidades e conhecimentos são realmente requeridos para que os bibliotecários digitais sejam efetivos no trabalho digital. Por fim, nós pesquisamos os atuais profissionais de bibliotecas digitais nos Estados Unidos para identificar suas atividades e habilidades e detectar qualquer lacuna em seus treinamentos. Nós analisamos os dados fornecidos pelas respostas para aprender mais sobre a natureza do trabalho dos bibliotecários em bibliotecas digitais e para identificar atributos comuns e necessários(conhecimentos e habilidades) requeridos para "bibliotecários digitais". Os resultados do nosso estudo tem implicações para o planejamento da educação de biblioteca digital que encontra necessidades reais de trabalho.
Eis uma lista de 10 tecnologias que eu acredito que os bibliotecários devem estar atentos em 2006, correlatas com as discussões de Web 2.0, Biblioteca 2.0 e o futuros dos serviços de biblioteca. Algumas funcionarão para a maioria das bibliotecas, outras não. No planejamento estratégico, reuniões sobre planos a longo prazo da biblioteca e discussões em qualquer encarnação do comitê sobre tecnologias emergentes, eu gostaria que houvesse um bibliotecário "a par das novidades" na mesa, capaz de falar sobre todas essas coisas.
April 13, 2009
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